Um caso de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, reacendeu a discussão sobre os limites da chamada desadoção. Aos 21 anos, Flávio tenta na Justiça anular o fim do vínculo de filiação com as mães adotivas, uma advogada e uma juíza, em um processo que durou apenas 45 horas.
Jovem questiona rapidez do processo
Na ação, Flávio afirma que houve irregularidades e fraude processual no andamento do caso. Segundo a defesa, a decisão ocorreu sem audiência formal e sem estudo psicossocial detalhado, etapas que costumam ser analisadas em processos de Direito de Família.
Ele sustenta que assinou a documentação no calor de uma forte discussão familiar, motivada por seu relacionamento amoroso. Além disso, a defesa argumenta que ele não teria compreendido totalmente o alcance jurídico do que assinava no momento em que deixou a casa.
Defesa das mães diz que decisão partiu dele
Do outro lado, as mães adotivas contestam a versão apresentada pelo jovem. A defesa afirma que ele próprio quis desfazer a adoção e que elas tentaram convencê-lo a não seguir com a decisão.
Segundo a advogada do casal, as mães aceitaram o desfecho com sofrimento, após a insistência do filho adotivo em ir embora e formalizar a ruptura.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que o caso segue sob análise administrativa e judicial. Enquanto isso, o processo continua chamando atenção pela velocidade da decisão e pela gravidade das acusações.
Por: Demais FM / Com informações de NSC Total
