Duas funcionárias foram indiciadas pela morte de uma idosa em uma casa de repouso em Joinville, cidade mais populosa de Santa Catarina, informou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Ela estava trancada em um quarto que pegou fogo, nos fundos da instituição, que havia sido interditado.
O incêndio na instituição de longa permanência para idosos (ILPI) ocorreu em novembro de 2022. Os bombeiros tiveram que arrombar a porta do quarto para chegar até Lucia Romanzini, 67 anos, que já foi encontrada sem vida.
A denúncia, divulgada na terça-feira (26), pede que as acusadas sejam julgadas em júri popular por homicídio. Ao questionar o Tribunal de Justiça de Santa Catarina sobre o requerimento, nesta quarta-feira (27), o órgão informou que as audiências serão marcadas.
Segundo o MPSC, o cômodo aos fundos da casa havia sido interditado pela Vigilância Sanitária de Joinville, por meio de medida cautelar, em 20 de setembro daquele ano. O local tinha fiação exposta, tranca na porta pelo lado de fora e não poderia ser usado para acomodar pessoa idosa.
Mesmo com a determinação, a proprietária e a responsável técnica do estabelecimento decidiram colocar a vítima naquele quarto na noite anterior ao fogo, em “um momento de surto”. O incêndio começou na manhã seguinte e, isolada, ela não teve chance de sobreviver.
De acordo com a ação penal, embora não quisessem a morte da vítima, as denunciadas teriam assumido o risco de provocar a morte da idosa ao deixá-la trancada em um quarto com fiação exposta.
Fonte/G1

