Elizeu Mattos, ex-prefeito de Lages, na Serra Catarinense, junto com outros 10 réus, foi condenado por improbidade administrativa. A condenação decorre da contratação irregular de uma empresa para administrar o fornecimento de água e saneamento, com prejuízos que superam R$ 2,6 milhões. Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), Mattos recebeu propina em pelo menos 22 ocasiões, totalizando mais de R$ 2,6 milhões.
Entre 2013 e 2014, a contratação emergencial da empresa ocorreu sem licitação, e houve direcionamento indevido da licitação subsequente, mediante pagamento de propina. Mattos foi condenado à perda de bens e valores adquiridos ilicitamente, ao pagamento de multa, à suspensão dos direitos políticos por 14 anos, e à proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período. Os demais réus receberam penalidades variáveis conforme seus atos.
A decisão, em primeira instância e sujeita a recurso, determinou que os valores oriundos da condenação sejam revertidos ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos e Coletivos.
Elizeu Mattos classificou a decisão como política, sugerindo que a divulgação da sentença às vésperas das eleições municipais visa prejudicar sua carreira política, pois é pré-candidato a prefeito de Lages. Mattos afirmou que a decisão ignorou provas apresentadas pela defesa e que a condenação não menciona desvio de dinheiro público. Ele prometeu recorrer da decisão e manter sua campanha, confiante de que a verdade prevalecerá.
“Isso me dá mais vontade de voltar a ser prefeito”, concluiu.
