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Brasil é acusado de apoiar proposta para banir filtros de cigarro na COP do Tabaco; setor reage

O terceiro dia da Conferência das Partes (COP) para o Controle do Tabaco foi marcado por fortes declarações envolvendo a posição do Brasil nas negociações internacionais. Deputado Federal Rafael Pezenti, de Genebra, no evento denunciou que o governo federal teria apresentado, junto ao Panamá, uma proposta para eliminar o uso de filtros em cigarros — ponto que não constava nas informações oficiais repassadas previamente ao Parlamento brasileiro, em sua solicitação de informação.

Denúncia Surpreende Delegações e Produtores

Segundo a fala divulgada por Pezenti, em suas redes sociais, direto da COP11, o governo federal havia assegurado, por meio de resposta a um requerimento de informações, que nenhuma proposta relacionada ao banimento de filtros estaria em discussão no evento. No entanto, ao chegar ao terceiro dia de debates, a delegação brasileira teria apoiado justamente essa pauta.

A proposta em questão pretende retirar completamente os filtros dos cigarros. Segundo os críticos da medida, o filtro seria o único elemento do produto que reduz parte do impacto direto ao fumante que, por escolha pessoal, consome tabaco.

Preocupações Sobre o Mercado Ilegal

A crítica se estende para além da saúde pública. Parlamentares afirmam que, caso o Brasil deixe de permitir a produção de cigarros com filtro, o contrabando — especialmente oriundo do Paraguai — pode aumentar significativamente. A justificativa é que fabricantes estrangeiros continuariam a produzir cigarros com filtro e abastecer o mercado ilegal brasileiro.

Esse ponto tem sido levantado como um risco econômico e social, afetando diretamente produtores de tabaco e indústrias legais instaladas no país.

Articulação Internacional Contra a Proposta

Diante da controvérsia, representantes brasileiros informaram que já abriram diálogo com outras delegações internacionais, incluindo membros do Parlamento Europeu, para solicitar que votem contra a proposta de banimento dos filtros.

De acordo com as declarações, reuniões estão marcadas para as próximas horas com o objetivo de reverter o posicionamento apresentado na COP e defender o setor produtivo do tabaco no Brasil.

Impactos Para o Produtor e o Debate Nacional

A discussão reacende a preocupação de agricultores e indústrias sobre possíveis mudanças bruscas na política nacional do tabaco. O setor afirma que não foi consultado e que a medida teria impacto imediato na produção rural, especialmente em estados que dependem da cadeia produtiva do fumo.

A conferência segue até o final da semana, e novas decisões poderão alterar o cenário.

Por Demais FM.

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