A crise econômica na Argentina atingiu um novo patamar com a mudança drástica nos hábitos alimentares da população. Após o preço da carne bovina disparar 55% em um curto período, muitos argentinos estão recorrendo a carnes de burro e de lhama como alternativas mais acessíveis para garantir a proteína na mesa.
Alternativas para enfrentar a inflação
O consumo dessas carnes, antes restrito a regiões específicas ou comunidades tradicionais, ganhou força nos grandes centros devido ao baixo custo de produção e venda. O burro, por exemplo, apresenta maior resistência a climas áridos e exige menos recursos do que o gado bovino, o que torna o produto final significativamente mais barato para o consumidor castigado pela inflação.
Especialistas apontam que a carne de burro possui características nutricionais interessantes, como baixo teor de gordura (entre 1% e 2%) e alta concentração de proteínas. Apesar disso, a mudança gera um forte impacto cultural em um país mundialmente conhecido pela qualidade e pelo alto consumo de seus cortes bovinos tradicionais.
Carne de lhama ganha espaço como opção saudável
Outra alternativa que tem ganhado as prateleiras é a carne de lhama. Além de ser mais barata que o bife de boi, ela é promovida como uma opção saudável por ter baixo colesterol e alta digestibilidade. A facilidade de adaptação desses animais a ambientes hostis tem incentivado projetos de comercialização mais amplos para tentar suprir a demanda interna.
A perda do poder de compra na Argentina é o principal motor dessa transformação. Com a economia enfrentando instabilidades severas, o que antes era uma escolha gastronômica regional está se tornando uma necessidade de sobrevivência para milhares de famílias que já não conseguem mais arcar com os custos da carne vermelha tradicional.
Por: Demais FM / Com informações de Compre Rural
