Grandes empresas americanas pediram ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que produtos importados do Brasil fiquem de fora da cobrança de tarifas adicionais em investigação ligada à Seção 301. As manifestações foram enviadas em 1º de julho e ganham força no momento em que o governo dos EUA realiza audiências públicas sobre o tema.
Empresas alegam risco para a economia americana
Segundo as companhias, a adoção das taxas pode afetar a competitividade, pressionar cadeias de suprimentos e aumentar preços para consumidores dos Estados Unidos. O USTR é o órgão que conduz investigações comerciais e pode recomendar medidas como tarifas extras.
No caso em análise, o governo americano avalia uma cobrança de 12,5% e outra de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas que prejudicariam o comércio com os norte-americanos. As empresas, porém, defendem que a medida teria efeito contrário ao esperado dentro do próprio mercado dos EUA.
O que pede cada empresa
A Tesla quer isenção para insumos industriais vindos do Brasil, dizendo que ainda depende de materiais que os EUA não produzem em escala e qualidade suficientes para setores como veículos elétricos, robótica e baterias.
A Nestlé pediu a inclusão de itens como café solúvel e colágeno bovino na lista de produtos livres de tarifa. Já a Coca-Cola defendeu a manutenção da isenção para o suco de laranja brasileiro e a inclusão do limão e derivados, alegando baixa produção na Flórida.
O eBay solicitou uma regra específica para produtos usados, seminovos e de segunda mão. A empresa argumenta que essas mercadorias já completaram seu ciclo de vida e que exigir origem detalhada seria caro e pouco prático para a alfândega e para pequenos negócios.
Por: Demais FM / Com informações de g1
