Muitas famílias que recebem o Bolsa Família não sabem que, ao conseguir um emprego, podem continuar no programa por um período de adaptação. A chamada Regra de Proteção foi criada para evitar que a saída da renda mínima aconteça de forma brusca.
Como funciona a regra
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, quando a renda por pessoa da família ultrapassa R$ 218, mas continua abaixo de meio salário mínimo por integrante, o grupo familiar pode permanecer no Bolsa Família.
Nesse caso, o benefício é pago pela metade e por até dois anos, dando tempo para que a família se reorganize financeiramente após a melhora na renda.
Exemplo na prática
Se uma família de cinco pessoas tiver dois integrantes recebendo um salário mínimo cada, a renda total sobe para R$ 3.242. Dividindo esse valor entre todos da casa, a renda por pessoa fica em R$ 648,40.
Mesmo acima do limite de entrada do programa, essa família ainda pode ser enquadrada na Regra de Proteção, desde que não ultrapasse o teto de meio salário mínimo por pessoa.
Quando a renda supera esse valor, o benefício pode ser cancelado. Ainda assim, o governo informa que a família pode retornar ao programa, com possibilidade de reversão do cancelamento em até 180 dias.
Quem pode receber e como sacar
Para entrar no Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família precisa ser de até R$ 218. O programa também considera benefícios extras, como o valor pago por criança pequena, gestantes, nutrizes e adolescentes.
O pagamento pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem, com uso do cartão em compras no débito ou em saques nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui, agências da Caixa e caixas eletrônicos com biometria cadastrada.
Para ter acesso ao programa, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único, o CadÚnico. O registro, porém, não garante entrada automática no benefício, já que cada caso passa por análise.
Com informações do NSC Total
