Em Itaiópolis, o CAPS reforça o cuidado em saúde mental com foco no acolhimento, na liberdade e na participação da família. A equipe defende um atendimento humano e próximo da realidade dos pacientes.
CAPS atua como espaço de cuidado
A técnica de enfermagem Eliane R. Aguilar Kozievitch explica que o CAPS não funciona só como centro de saúde. Para ela, o serviço também representa um espaço de vida e reconstrução. Ela afirma que a equipe trabalha para promover dignidade, respeito e cuidado humano. Além disso, médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem e profissionais de apoio atuam juntos no atendimento.
Internação é último recurso
Eliane destaca que a internação psiquiátrica só ocorre em situações extremas. Nesse caso, ela ajuda a estabilizar crises agudas. Depois disso, o tratamento continua em liberdade. O serviço também incentiva grupos terapêuticos, oficinas e consultas. Assim, os pacientes fortalecem vínculos sociais e ganham mais autonomia.
A família tem papel essencial nesse processo. Sem esse apoio, o tratamento perde força, e a reinserção social fica mais difícil.
Luta antimanicomial mudou a forma de cuidar
A assistente social Marina Marquetti lembra que ontem, dia 18 de maio marca a luta antimanicomial no Brasil. O movimento começou na década de 1970 e questionou o tratamento desumano dado às pessoas com transtornos mentais. Durante muitos anos, essas pessoas ficaram isoladas, sofreram violência e tiveram seus direitos negados. Por isso, o movimento passou a defender escuta, acolhimento e dignidade.
A partir dessa mudança, surgiram serviços como os Centros de Atenção Psicossocial. Em Itaiópolis, o CAPS funciona desde 2005 e atende a população com foco em acompanhamento e inclusão social. A mensagem dos profissionais é direta: saúde mental precisa de humanidade, respeito e união entre equipe, paciente e família.
Por: Demais FM
