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Justiça de SC arquiva inquérito e afasta coação no caso Orelha

Foto: Reprodução/ND+

A Justiça de Santa Catarina homologou o arquivamento das investigações ligadas ao caso do cão comunitário Orelha, nesta sexta-feira (15), e também encerrou os procedimentos sobre denúncias de ameaça, injúria e suposta coação contra um funcionário de condomínio na Praia Brava, em Florianópolis.

Entendimento do Ministério Público

No parecer, o Ministério Público de Santa Catarina informou que não encontrou elementos para sustentar a acusação de ameaça feita após a repercussão do caso. Segundo a apuração, os vídeos analisados mostram apenas discussões verbais e provocações mútuas entre adolescentes e o funcionário.

A sentença reproduz esse entendimento e registra que a materialidade da ameaça não foi comprovada. O documento também aponta troca de ofensas entre as partes, com relato de xingamentos feitos dos dois lados durante a discussão.

Boatos e redes sociais influenciaram a investigação

Outro ponto destacado na decisão é a origem das suspeitas sobre a morte do animal. De acordo com o MP, a apuração foi alimentada por comentários em redes sociais, mensagens em grupos de WhatsApp e informações repassadas “por ouvir dizer”.

A manifestação cita ainda que não houve testemunhas diretas nem imagens de câmeras que confirmassem agressão ao cão. Com isso, a Justiça concluiu que não havia ilegalidade na posição do Ministério Público e determinou o encerramento definitivo dos procedimentos.

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