Começa a valer nesta segunda-feira (4) o Programa Antes que Aconteça, uma nova estratégia nacional voltada para ampliar a rede de prevenção e apoio a mulheres vítimas de violência. O projeto foi publicado no Diário Oficial da União e foca em oferecer um atendimento mais acolhedor e eficiente para meninas e mulheres que enfrentam situações de risco em todo o território brasileiro.
Criação das Salas Lilás e novos abrigos
Uma das principais medidas do programa é a instalação das chamadas Salas Lilás. Esses espaços humanizados serão montados em órgãos públicos e instituições de segurança, como delegacias, para garantir que o acolhimento das vítimas seja feito de forma digna e reservada. Além disso, o governo federal planeja aumentar o número de casas abrigo, que oferecem proteção temporária para mulheres e seus dependentes em perigo iminente.
O programa também tem como objetivo fortalecer a rede de atendimento e promover a autonomia econômica feminina por meio do empreendedorismo. Outro pilar fundamental é a educação, com foco em conscientizar a sociedade sobre a igualdade entre homens e mulheres dentro das escolas.
Atendimento itinerante e suporte jurídico
Para chegar a locais de difícil acesso, o projeto prevê a prestação de serviços itinerantes com o uso de unidades móveis e vans. Essas equipes oferecerão suporte psicológico, jurídico e social gratuito em comunidades, escolas e áreas periféricas, facilitando o acesso de mulheres que muitas vezes não conseguem chegar até os centros urbanos para pedir ajuda.
O Programa Antes que Aconteça é fruto de uma atuação conjunta entre a Bancada Feminina do Congresso Nacional, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, além dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público.
Combate ao recorde de feminicídios
A implementação da medida ocorre em um momento urgente para a segurança pública. Em 2025, o Brasil atingiu um recorde negativo de feminicídios, com 1.518 vítimas registradas ao longo do ano. Os dados revelam uma realidade alarmante, com uma média de quatro mortes de mulheres por dia motivadas por questões de gênero.
Com as novas ações, espera-se uma redução progressiva desses índices e um fortalecimento real das políticas de enfrentamento à violência doméstica e familiar em todos os estados.
Por: Demais FM / Com informações da Agência Brasil
