Uma chamada de vídeo feita minutos antes dos disparos, está circulando em grupos de whatssap, e para não dar visibilidade ao suspeito optamos por não veicular as imagens que são fortes. Elas pode ser a principal peça para esclarecer o feminicídio que terminou com a morte de Pricila Maria Dolla Gomes, de 38 anos, em Rio Negrinho, no Norte catarinense.
De acordo com informações apuradas, o autor do crime, um morador de Itaiópolis, de 29 anos, realizou uma ligação de vídeo para a irmã pouco antes dos tiros. Durante a chamada, Pricila aparece pedindo para que ele se acalmasse. Em trechos da gravação, ela diz: “por favor”, “olha aqui pra mim”, “respira”, fazendo apelos para que ele não cometesse nenhum ato violento.
Em outro momento, a vítima afirma: “tu não vai fazer isso”, “vamos sentar e conversar”, e chega a dizer: “eu me ajoelho na tua frente”. Também pede: “pelo amor que você tem pelas tuas irmãs, pelas tuas sobrinhas”, além de lembrar: “eu tenho filho”, numa tentativa de conter a situação.
A gravação reforça relatos de amigas, que já temiam que o homem estivesse alterado e armado dentro da residência.
Horas antes, segundo testemunhas, Pricila teria comentado que pretendia encerrar o relacionamento. No início da noite, amigas passaram a enviar mensagens alertando que ele estava na casa e que teria dito que iria matá-la. Uma delas chegou a acionar um policial militar pedindo socorro. Pouco depois, os disparos foram ouvidos.
A Polícia Militar de Santa Catarina encontrou o suspeito caído na porta da residência, com ferimento na cabeça provocado por disparo de arma de fogo. Ao lado dele estava uma pistola calibre 9 milímetros. Dentro do imóvel, sobre um colchão colocado no chão, Pricila foi localizada já sem vida, atingida por tiros no tórax. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina confirmou o óbito no local.
Os pais da vítima moram a cerca de 100 metros da casa. Conforme relato à polícia, receberam uma ligação informando que o homem estava no local “para matá-la” e foram imediatamente até a residência.
O pai declarou que não tinha conhecimento de término ou discussão grave, afirmando que o casal havia passado o fim de semana junto. A mãe também relatou que tudo parecia normal até receber o telefonema pedindo que corresse até a casa da filha.
A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica. O caso foi registrado como feminicídio consumado e tentativa de suicídio. O autor sobreviveu, foi encaminhado ao hospital sob escolta e permanece preso.
Segundo o Jornal Razão (JR), a Polícia Civil investiga a dinâmica dos disparos, a origem da arma e o conteúdo completo da chamada de vídeo, que pode se tornar prova determinante no inquérito.
Pricila era mãe de um menino e descrita por familiares como trabalhadora e dedicada.
Por Demais FM
