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Jovem que matou Pricila em Rio Negrinho e depois tentou suicidar-se é de Itaiópolis

Foto Redes sociais

Uma sequência de ligações, mensagens e alertas desesperados marcou as horas que antecederam o feminicídio de Pricila Maria Dolla Gomes, de 38 anos, registrado na noite de segunda-feira (16), na localidade de Águas Claras, Estrada Geral Águas Claras, no distrito de Volta Grande, interior de Rio Negrinho (SC). O autor do crime é um jovem morador do interior de Itaiópolis, da localidade de São Pedro. O nome dele está sendo mantido em sigilo para preservar a família.

Segundo informações apuradas, o crime ocorreu por volta das 19h30. Às 19h58, uma amiga da vítima entrou em contato direto com um policial militar relatando que Pricila estava sendo ameaçada pelo ex-companheiro, que estaria armado dentro da residência dela. A guarnição iniciou deslocamento imediato até o local. Ainda durante o trajeto, a mesma testemunha voltou a ligar informando que disparos de arma de fogo haviam sido ouvidos e que Pricila havia sido atingida.

Diante da gravidade da situação, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) acionou o Corpo de Bombeiros. Ao chegarem na residência, os policiais encontraram diversas pessoas do lado de fora, em estado de desespero. Na porta do imóvel, estava o jovem itaiopolense caído em decúbito dorsal, com ferimento na cabeça compatível com disparo de arma de fogo. Ele apresentava sinais vitais instáveis e não respondia a comandos ou estímulos. Ao lado dele, foi localizada uma pistola calibre 9 milímetros, que foi apreendida com munições intactas e deflagradas.

No interior da casa, sobre um colchão de solteiro colocado diretamente no chão, os policiais encontraram Pricila em decúbito lateral, já sem sinais vitais. Conforme a Polícia Militar, ela foi atingida por disparos na região do tórax. O Corpo de Bombeiros confirmou o óbito ainda no local.

O clima de tensão havia começado horas antes. Durante a manhã, segundo testemunhas, Pricila teria comentado com amigas que pretendia encerrar o relacionamento. Já no período da tarde, o jovem informou que iria até a residência buscar dinheiro e alguns pertences pessoais. No início da noite, familiares e amigas passaram a trocar ligações após receberem a informação de que ele estaria na casa afirmando que iria matar a vítima.

A mãe de Pricila, que mora a cerca de 100 metros do local, foi alertada por telefone com a mensagem de que o jovem estava na residência “para matá-la”. Ela e o marido foram imediatamente até a casa da filha. Ao entrarem, encontraram Pricila caída sobre o colchão, aparentemente já sem vida. O autor estava caído na porta da residência.

Os pais relataram que não tinham conhecimento de desentendimentos recentes e disseram que o casal havia passado o fim de semana junto, afirmando não compreender o que teria motivado o crime.

A Polícia Militar isolou completamente a área para preservação da cena até a chegada da Polícia Científica, responsável pelos levantamentos periciais. Foram apreendidos ainda objetos pessoais do autor e o veículo utilizado por ele para chegar ao local.

O caso foi registrado como feminicídio consumado e tentativa de suicídio. O jovem foi socorrido e encaminhado à Fundação Hospitalar de Rio Negrinho sob escolta policial. Até a última atualização oficial, não havia boletim detalhado sobre o estado de saúde dele.

A investigação agora está sob responsabilidade da Polícia Civil, que irá apurar a sequência exata dos disparos, a dinâmica do crime, a origem da arma e todos os fatores que antecederam a tragédia.

A morte de Pricila Maria Dolla Gomes abalou profundamente a comunidade de Volta Grande. Amigos e pessoas próximas relataram que ela era trabalhadora, dedicada e mãe de um menino. O crime chocou moradores da região e deixou um rastro de dor e indignação, marcando uma noite de terror que começou com pedidos de ajuda e terminou em silêncio dentro da casa onde a vítima foi assassinada.

Por Demais FM

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