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Municípios do Alto Vale e Planalto Norte estão entre os mais expostos ao tarifaço

Foto: Viagens e Caminhos / Divulgação

Um levantamento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), divulgado na última semana, mostra os municípios que podem sofrer maiores impactos econômicos com a taxação de 50% sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos. O estudo, intitulado Ranking do Impacto Potencial do Tarifaço nos Municípios Catarinenses, lista 32 cidades em situação de risco, com destaque para localidades do Alto Vale do Itajaí e do Planalto Norte.

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Salete lidera o ranking estadual

Salete, no Alto Vale do Itajaí, ocupa o primeiro lugar na lista. O município tem forte concentração econômica no setor madeireiro e, segundo a Fiesc, pode ser o mais afetado do estado. Apesar disso, a análise ressalta que o impacto social pode ser reduzido pelo fato de a cidade, que tem pouco mais de 7,5 mil habitantes, apresentar alto nível de desenvolvimento, segundo o índice da Firjan.

Municípios com risco elevado

Na sequência aparecem Capão Alto (2º) e Itá (3º), ambos com baixo nível de desenvolvimento e maior vulnerabilidade social diante da elevação tarifária. Capão Alto, no Planalto Sul, tem economia marcada pela madeira, enquanto Itá concentra produção de gelatina.

O quarto e o quinto lugares no ranking são Benedito Novo e Caçador. Benedito Novo, no Médio Vale, é destaque na produção de celulose e granito, já Caçador possui indústria diversificada, incluindo madeira e móveis. Ambos têm índices de desenvolvimento considerados elevados, o que ajuda a amenizar os efeitos sociais.

Outras cidades do Alto Vale e Planalto Norte

Além de Salete, o estudo lista outros municípios do Alto Vale, como Presidente Getúlio, Dona Emma, Pouso Redondo e Rio do Sul, que aparecem em posições intermediárias no ranking. No Planalto Norte, os destaques são Rio Negrinho, São Bento do Sul, Campo Alegre, Papanduva e Três Barras, todos com participação relevante em setores industriais e exportadores.

Alerta da Fiesc

De acordo com o economista-chefe da entidade, Pablo Bittencourt, o índice da Firjan funciona como um multiplicador: amplia os efeitos negativos em municípios menos desenvolvidos e suaviza em localidades mais estruturadas.

Já a nota técnica da Fiesc reforça que a combinação de baixo desenvolvimento com alta dependência das exportações — caso de cidades como Três Barras, Passos Maia, Papanduva e Ponte Alta — representa “vulnerabilidade extrema”, tornando o tarifaço uma ameaça significativa à estabilidade econômica e social dessas regiões.

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