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VÍDEOđŸŽ„: Aos berros, juĂ­za de SC obriga testemunha a falar: ‘O que a senhora deseja, ExcelĂȘncia?’;

O vĂ­deo da audiĂȘncia viralizou nas redes sociais e gerou crĂ­ticas Ă  conduta da JuĂ­za — Foto: Reprodução/Internet/ND
O vĂ­deo da audiĂȘncia viralizou nas redes sociais e gerou crĂ­ticas Ă  conduta da JuĂ­za — Foto: Reprodução/Internet/ND

 

Uma cena inusitada e constrangedora marcou uma audiĂȘncia trabalhista em XanxerĂȘ, no Oeste de Santa Catarina, no dia 14 de novembro. Uma juĂ­za do Trabalho repreendeu, aos gritos, uma testemunha que estava sendo ouvida por videoconferĂȘncia, exigindo que ela a tratasse com “respeito”. O vĂ­deo da audiĂȘncia viralizou nas redes sociais e gerou crĂ­ticas Ă  conduta da magistrada.

Durante o depoimento da testemunha, a JuĂ­za Substituta Kismara Brustolin interrompeu o homem e disse: “Chamei a sua atenção, o senhor tem que responder assim: ‘O que a senhora deseja, excelĂȘncia?’”. O homem ficou sem reação e nĂŁo respondeu. A sequĂȘncia aconteceu assim:

  • JUÍZA: “Responda, por favor”;
  • TESTEMUNHA: “Oi! Eu nĂŁo entendi, desculpa!”;
  • JUÍZA: “Eu chamei a sua atenção!”;
  • TESTEMUNHA: “Responder qual pergunta, doutora?”;
  • JUÍZA: “VocĂȘ tem que responder assim: O que a senhora deseja, excelĂȘncia?”;
  • TESTEMUNHA: “Certo! NĂŁo estou entendendo”;
  • JUÍZA: “Repete!”;
  • TESTEMUNHA: “Pode continuar, por favor!”;
  • JUÍZA: “Repete!”;
  • TESTEMUNHA: “Sou obrigado a isso? Desculpa!”
  • JUÍZA: “O senhor nĂŁo Ă© obrigado, mas se nĂŁo fizer assim seu depoimento termina aqui e serĂĄ totalmente desconsiderado”
  • TESTEMUNHA: “Estou Ă  disposição para esclarecer mais fotos que sĂŁo inverdades estĂŁo no processo”.
  • JUÍZA: “Para! Para de incomodar! Bocudo”.
  • JUÍZA: “Deleta!”

A juíza decidiu desconsiderar o depoimento da testemunha, alegando que o homem havia faltado com respeito e educação. “Ele não cumpriu com a urbanidade e educação”, diz a magistrada ao advogado.

Pedro Henrique Piccini, advogado da empresa, tentou explicar que a testemunha estava em uma feira e que poderia estar com dificuldade de comunicação, mas também foi interrompido pela juíza.

O que diz a OAB-SC?

A atitude da juĂ­za causou indignação na Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC), que solicitou uma reuniĂŁo com o presidente do Tribunal Regional do Trabalho em Santa Catarina (TRT-12), JosĂ© Ernesto Manzi, para discutir o caso. A presidente da OAB-SC, ClĂĄudia PrudĂȘncio, afirmou que a entidade vai acompanhar o caso e defender as prerrogativas dos advogados.

“A atitude que vimos nĂŁo pode acontecer. NĂłs, advogados e advogadas, partes e testemunhas devemos ser respeitados em todas as hipĂłteses e circunstĂąncias, sem elevação de tom, falas agressivas ou qualquer outro ato que viole nossas prerrogativas e nosso exercĂ­cio da profissĂŁo. A OAB/SC seguirĂĄ acompanhando e apurando o caso, para que as devidas providĂȘncias sejam tomadas”, enfatizou a presidente da Ordem catarinense, ClĂĄudia PrudĂȘncio.

Na reuniĂŁo entre os ĂłrgĂŁos, um ofĂ­cio foi entregue em mĂŁos ao presidente do TRT-12, desembargador do Trabalho, JosĂ© Ernesto Manzi, pelo coordenador de Relacionamento com a Justiça do Trabalho e conselheiro estadual da OAB/SC, Ricardo CorrĂȘa JĂșnior, representando a presidente da Seccional, ClĂĄudia PrudĂȘncio.

Confira o que diz o documento sobre o caso da JuĂ­za:

“A Ordem dos Advogados do Brasil — Seccional de Santa Catarina, por sua Presidente, vem por meio deste, solicitar apoio em razĂŁo de um lamentĂĄvel ocorrido. Durante a audiĂȘncia de instrução por videoconferĂȘncia realizada no dia 14 de novembro deste ano, Ă s 15h, na Vara de Trabalho de XanxerĂȘ, a JuĂ­za Substituta Kismara Brustolin apresentou atitudes e comportamentos agressivos para com os advogados, partes e testemunhas.

Por este motivo, solicitamos providĂȘncias urgentes no sentido de apurar com rigor o ocorrido para que esse tipo de comportamento nĂŁo volte a se repetir.”

O que diz o TRT-SC?

O Tribunal Regional do Trabalho em Santa Catarina enviou Ă  reportagem uma nota sobre o caso. No texto, o ĂłrgĂŁo diz que â€œĂ© um fato isolado e serĂĄ devidamente apurado pelo TRT-SC, por meio da sua Corregedoria”.

Nota na Ă­ntegra.

“O Tribunal Regional do Trabalho da 12ÂȘ RegiĂŁo tem como missĂŁo realizar Justiça no Ăąmbito das relaçÔes de trabalho, contribuindo para a paz social e o fortalecimento da cidadania. A situação observada na audiĂȘncia ocorrida no dia 14 de novembro na Vara do Trabalho de XanxerĂȘ Ă© um fato isolado e serĂĄ devidamente apurado pelo TRT-SC, por meio da sua Corregedoria”.

 

Veja o vídeo: 

 

Por ND+ / Demais FM

VĂ­deo: Canal UOL

 

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