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União regional é o único caminho para ligação asfáltica entre Planalto Norte e Alto Vale sair do papel

Foto: Google Maps / Reprodução

A recente fala do vereador de Papanduva, Nego Minhuka (PSD), sobre uma possível mudança no traçado da rodovia SC-114, gerou uma onda de repercussão e debates acalorados nas redes sociais. O vídeo, publicado no perfil da Demais FM nas redes sociais, despertou as mais variadas opiniões, mas também acendeu um alerta importante: a necessidade urgente de união regional. Enquanto lideranças discutem por qual cidade o asfalto deve passar, a população do Planalto Norte e do Alto Vale do Itajaí continua sofrendo com as consequências de uma promessa que já dura mais de 35 anos.

Prejuízo econômico afeta toda a região

A falta de pavimentação entre Itaiópolis, Papanduva e Santa Terezinha não é apenas um problema de poeira ou lama. É um gargalo econômico que encarece o valor dos fretes, atrasa a entrega de pedidos, dificulta o acesso a saúde e laser, e, o que é mais grave, afasta investimentos empresariais. Muitas empresas deixam de se instalar na região pela falta de uma logística eficaz e segura. O custo de manter caminhões e veículos em estradas de chão é repassado ao consumidor, pesando no bolso de cada morador.

Analisando o histórico da obra, fica claro que entra governo e sai governo, mas o asfalto não aparece. A obra serve de palanque político e pedidos de votos. Um dos motivos centrais para essa paralisia pode ser justamente o excesso de brigas regionalizadas e a defesa de interesses pessoais ou partidários. Quando as cidades não falam a mesma língua e os políticos priorizam apenas o próprio reduto eleitoral, a força do projeto se perde nos gabinetes da capital e o asfalto continua sendo apenas um desenho no papel.

Recuperamos uma reportagem da RBA TV de 30 de janeiro de 2025 sobre a mobilização em Santa Terezinha em prol dessa ligação asfáltica.

Momento exige união e força política

O momento atual não comporta mais disputas entre Itaiópolis, Papanduva ou Santa Terezinha sobre quem será mais beneficiado. A realidade é que toda a região perde quando a obra não acontece. O edital de licitação para o projeto de engenharia, que a Demais FM teve acesso, é um passo técnico fundamental, mas ele só terá continuidade se houver uma pressão política conjunta e organizada de todas as lideranças locais.

A repercussão do vídeo do vereador mostrou que a comunidade está atenta e cansada de promessas vazias. É preciso que a união prevaleça sobre a divisão. O foco deve ser a logística regional e o desenvolvimento econômico, garantindo que o Governo do Estado enxergue o Planalto Norte e o Alto Vale como uma força única. O que realmente importa para o cidadão é ver a máquina na pista e o asfalto trazendo progresso, independentemente de vaidades políticas.

O que diz o documento oficial do estado

O edital SIE 00026753/2023, identificado como Concorrência Eletrônica nº 0155/2024, prevê a contratação de uma empresa especializada para elaborar o projeto de engenharia rodoviária da SC-114. O trecho em questão liga o entroncamento com a rodovia SC-477, na região de Moema, em direção ao município de Santa Terezinha. A extensão total prevista para o projeto é de aproximadamente 42,6 quilômetros, integrando as coordenadorias regionais do Vale e do Norte.

O projeto de engenharia é o passo fundamental para que a obra saia do papel, pois define tecnicamente como a rodovia será construída, e está homologado a mais de um ano.


O impacto previsto é um aumento de 164% no fluxo de veículos na região, integrando cidades como Papanduva, Itaiópolis, Santa Terezinha, Rio do Campo e Taió.

Uma promessa de 35 anos que a população quer ver cumprida

Para os moradores da região, a disputa política ou técnica sobre o traçado é secundária diante da urgência do asfalto. A ligação entre o Planalto Norte e o Alto Vale é uma promessa que se arrasta por mais de três décadas e meia. Atualmente, o trecho é de leito natural (estrada de chão), o que dificulta o transporte de pacientes para hospitais, o escoamento da produção agrícola e a mobilidade relacionada a saúde entre os municípios de Santa Terezinha, Itaiópolis e Papanduva.

A expectativa da comunidade é que, desta vez, o processo avance sem novas interrupções. O estudo de demanda já comprovou que a pavimentação vai atrair mais de mil novos veículos por dia para o trecho, facilitando a conexão com o litoral e outros estados como Paraná e São Paulo. A Rede Demais FM continuará acompanhando cada etapa deste processo, cobrando para que a pauta política dê lugar, finalmente, ao asfalto na pista.

 

Por: Demais FM / Com informações da Secretaria de Estado da Infraestrutura de SC

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