Saúde

Tirzepatida: o alerta para o uso indiscriminado da ‘caneta emagrecedora’ no Planalto Norte

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Popularizado como uma solução rápida para emagrecer, o medicamento à base de tirzepatida exige acompanhamento médico rigoroso e esconde sérios riscos quando usado por conta própria.

A busca por um emagrecimento rápido tem levado muitos moradores de Itaiópolis e do Planalto Norte a procurarem as chamadas canetas emagrecedoras, como o Mounjaro (tirzepatida). Popularizado por celebridades, o medicamento tem sido usado de forma indiscriminada, muitas vezes sem prescrição, o que acende um grave alerta para os perigos da automedicação.

O uso correto exige acompanhamento médico

Especialistas advertem que o Mounjaro só deve ser utilizado sob supervisão de um profissional de saúde. O tratamento é contraindicado para pessoas com histórico pessoal ou familiar de câncer de tireoide medular, pancreatite ou doenças graves do sistema gastrointestinal. O acompanhamento médico é crucial para ajustar a dose e monitorar possíveis efeitos colaterais.

Além disso, o medicamento pode interagir com outros remédios e exige cuidados específicos. Mulheres que usam pílula anticoncepcional, por exemplo, precisam adotar um método de barreira adicional, como o preservativo, pois a eficácia do contraceptivo oral pode ser reduzida.

Cuidados essenciais durante o tratamento

Para garantir a segurança e a eficácia, o uso do Mounjaro deve ser combinado com hábitos saudáveis. É fundamental manter uma boa hidratação para evitar problemas renais, especialmente se ocorrerem náuseas e vômitos. A prática de exercícios de força e uma dieta rica em proteínas também são essenciais para evitar a perda de massa muscular, um efeito comum em emagrecimentos acelerados.

O perigo do mercado ilegal na região

O risco se torna ainda maior com a circulação de produtos falsificados ou contrabandeados. Um caso recente em Mafra, no Planalto Norte, ilustra esse perigo: uma mulher foi presa por vender a caneta emagrecedora ilegal Lipoless, importada do Paraguai. O produto, sem registro na Anvisa, era armazenado de forma perigosa na geladeira de casa, junto com alimentos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que medicamentos sem registro não passaram por testes de segurança e podem conter substâncias tóxicas. É fundamental desconfiar de preços muito baixos e comprar medicamentos apenas em farmácias regularizadas, sempre com a apresentação de receita médica.

Por: Demais FM / Com informações da Polícia Civil de SC e Anvisa

 

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