Segurança

Taxista espancado no Planalto Norte fazia corrida para supostas ladras, alegam agressores

Taxista agredido ficou bastante machucado
Taxista agredido ficou bastante machucado

 

A história chocante do taxista Augusto Biaobok, 67 anos, que foi brutalmente espancado por dois homens no sábado, 25, na rodoviária de São Bento do Sul, ficou mais clara com o depoimento de um dos agressores à Polícia.

Segundo o homem, que é dono de uma tabacaria, duas mulheres teriam furtado dentro de sua loja. Quando ele percebeu o furto, correu atrás delas e as viu entrando no táxi do agredido. Ele tentou parar o veículo, convocando, inclusive, sua esposa grávida de oito meses a ficar em frente ao táxi. O taxista, que diz desconhecer as passageiras, achou que se tratava de um assalto e, por isso, não parou o veículo. Minutos depois, o dono da tabacaria e um segurança localizaram o taxista na rodoviária e o agrediram conforme imagens de câmera de segurança publicadas em várias plataformas, evidenciaram.

Segundo o delegado que abriu um inquérito para apurar o caso, Rubens Passos, a acusação de que o taxista teria tentado atropelar a mulher grávida, esposa de um dos agressores, não é verdadeira. “As imagens comprovam que não foi o que aconteceu. Os vídeos recebidos pela Polícia Civil mostram uma situação diferente”, explica Rubens em entrevista ao portal ND+.

Um exame de corpo de delito comprovou as lesões que o taxista sofreu.

Segundo o delegado, o caso foi um ato de covardia contra o taxista, que teve uma “reação natural” de não parar o carro para os agressores quando foi abordado, pois ficou com medo.

De acordo com Passos, os dois agressores devem responder pelo crime de lesão corporal.

 

Por ND+ / Demais FM

 

 

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