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SUPERAÇÃO: Conheça a história do papanduvense Igor Slabiski , que após um acidente se tornou paratleta

Foto/Divulgação

O jovem Igor dos Passos Slabiski transitava com sua motocicleta quando outro veículo fez uma ultrapassagem pela direita e acabou colidindo na motocicleta do jovem. O acidente resultou na ruptura do plexo braquial.

De uma vida normal, trabalhando em uma marmoraria como polidor, Igor viu sua vida mudar radicalmente. A lesão deixou o braço direito do jovem sem mobilidade permanente. Ele conta que somente mais tarde percebeu a gravidade da lesão. “ Na hora não percebi, só percebi depois de uns dias. Minha mente se desligou um pouco do mundo, mas depois que percebi, agi normal, tentando me acostumar. Claro que às vezes a gente (sic) fica sentido, mas o destino quis assim!”, declara.

Ele conta ainda que nunca se deixou levar pela tristeza, pela depressão, e foi a partir disso que Igor decidiu se torna paratleta. Ele começou a treinar na Academia Dark Gym, contando a ajuda do professor Patrick. Depois disso, começou a fazer ciclismo, e logo após, conheceu a atleta Thaise que o incentivou a treinar corrida. No começo ele corria segurando o braço lesado, com o outro braço, pois não tinha a tipoia, mas logo foi presenteado com uma tipoia doada pelo professor que o acompanha na academia.

Não demorou muito para Igor já estar preparado para sua primeira participação em uma competição esportiva. Veio então sua primeira corrida em Mafra, com mais de 1200 atletas. Com um percurso de 5 km e enfrentando os mais de 1200 atletas, Igor chegou na 45ª posição, tendo treinado apenas dois meses. Sua segunda competição aconteceu no dia 1º de maio, na cidade de Três Barras, conseguindo o podium como vice-campeão. No próximo dia 20 julho, o jovem paratleta irá competir na sua terceira corrida em Major Vieira, e ele garante que ainda terão muitas outras. “ Vou correr muito ainda. Acredito que o que aconteceu foi obra do destino. Estou correndo, pedalando, nunca desanimado, com a mente firme e focado nos meus objetivos.” diz. “Espero ainda poder ajudar muita gente que tem problema como eu, sejam quais forem, para nunca desistir, porque você só consegue ser firme e forte porque Deus nunca falha. Às vezes a gente (sic) se pergunta o porquê disso, mas eu acho que foi obra do destino mesmo e acho que vem coisas melhores pela frente, então por isso nunca desanimei, estou sempre lutando pelo que eu quero.”, completa.

Pai de dois filhos, sendo um com diagnóstico de TDH e outro com Autismo, Igor não está trabalhando e sua única fonte de renda é o Auxílio Doença que recebe. Por isso, Igor busca ajuda na comunidade para continuar competindo. Atualmente ele conta com o apoio da Academia Dark Gym, Sorveteria Gourmet e Farmácia Hiper Farma.

Entenda a lesão de Igor

O plexo braquial é uma rede complexa de nervos que se origina da medula espinhal na região cervical e se estende até o membro superior, incluindo o ombro, braço, antebraço e mão. Ele é responsável por fornecer tanto a inervação motora (movimento) quanto a sensibilidade (sensação) para essas regiões. Ele é formado pelas raízes nervosas (ramos ventrais) dos nervos espinhais C5, C6, C7, C8 e T1. Essas raízes se unem para formar troncos: superior (C5-C6), médio (C7) e inferior (C8-T1).

Os troncos se dividem em divisões (anterior e posterior). As divisões se reorganizam em fascículos (lateral, posterior e medial), que por sua vez dão origem aos nervos terminais que inervam diferentes áreas do membro superior.

Funções:

Inervação motora:
O plexo braquial controla os músculos do ombro, braço, antebraço e mão, permitindo movimentos como levantar o braço, dobrar o cotovelo, girar o pulso e movimentar os dedos.

Inervação sensitiva:
Ele transmite informações sensoriais da pele do membro superior para o sistema nervoso central, permitindo a percepção de toque, dor, temperatura e propriocepção (consciência da posição do corpo no espaço).

Lesões:

Lesões no plexo braquial podem ocorrer durante o parto, acidentes, esportes ou outras situações que causem trauma direto ou compressão dos nervos.
Sintomas de lesão incluem dor, fraqueza, perda de sensibilidade ou paralisia no membro superior afetado.
O diagnóstico pode envolver exames físicos, estudos de condução nervosa e exames de imagem como ressonância magnética.
O tratamento varia dependendo da gravidade da lesão e pode incluir fisioterapia, medicamentos, cirurgia ou outras intervenções.
Importância:

O plexo braquial é uma estrutura vital para a função do membro superior. Danos a ele podem ter um impacto significativo na qualidade de vida, limitando a capacidade de realizar atividades diárias e tarefas funcionais.

Bianca Melo/Enoticia

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