Saúde

Sua mente sempre antecipa o pior? psicóloga explica o que é a catastrofização

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Você já se pegou imaginando o pior desfecho para uma situação simples do dia a dia? Uma conversa que vira uma briga, um pequeno erro que se transforma em um fracasso total ou um sintoma de saúde que leva a um diagnóstico grave. Esse padrão de pensamento, que acontece de forma rápida e automática, é conhecido como catastrofização.

A psicóloga Tatiana Guarnieri explica que esse mecanismo mental foca exclusivamente em ameaças, tratando possibilidades negativas como se fossem certezas absolutas. A mente não se pergunta “e se algo der errado?”, ela afirma categoricamente que “vai dar errado”.

Uma tentativa de proteção

Apesar de gerar grande desconforto, a catastrofização é, na verdade, uma tentativa distorcida de proteção. O cérebro acredita que, ao antecipar o pior cenário, você estará mais preparado para enfrentar a situação e, consequentemente, sofrerá menos com o impacto.

O problema é que esse estado de alerta constante tem um custo alto. O corpo reage como se a ameaça fosse real e iminente, mesmo que ela exista apenas na sua imaginação. Com o tempo, isso leva a sintomas como ansiedade crônica, tensão muscular e esgotamento mental e físico.

Como interromper o ciclo de pensamentos

Quando a mente transforma pensamentos em uma prisão, o futuro parece sempre ameaçador. Para quebrar esse padrão, a psicóloga sugere uma técnica prática baseada em perguntas realistas que ajudam a analisar a situação de forma mais justa.

Ao perceber que está catastrofizando, questione-se: “Qual é a chance real disso acontecer?”, “Que evidências concretas eu tenho agora?” ou “O que aconteceu em situações parecidas no passado?”. O objetivo não é forçar o positivismo, mas sim ancorar o pensamento na realidade observável, reduzindo o impacto emocional e devolvendo a clareza para lidar com os desafios.

 

Por: Demais FM / Com informações de DMA Notícias

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