Geral

SC terá primeiro censo para mapear pessoas no estado com transtorno do espectro autista

 

Santa Catarina vai ter o primeiro censo do país voltado para mapear pessoas com transtorno do espectro autista (TAE). A ideia é que os dados ajudem a orientar políticas públicas mais eficazes e inclusivas. Em Santa Catarina, foram emitidas, até o fim do ano passado, 27,9 mil carteiras de identificação para autismo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2 milhões de pessoas se enquadrem no transtorno do espectro autista no Brasil. Um termo de cooperação aprovado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) em 17 de dezembro de 2024 vai dar origem ao censo para levantar o número de pessoas diagnosticadas com autismo no estado e qual o nível de suporte que elas precisam. Com os dados, a expectativa é um recorte real dessa população visando adequar iniciativas públicas e garantir o necessário para estrutura e inclusão, além de prever dados de crescimento.

Censo

Toda a execução do projeto é coordenada pelo sistema da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), que tem 14 instituições de educação superior distribuídas em todo o território catarinense.

“Em cada uma das regiões, nós teremos umas das nossas universidades coordenando esse projeto”, explicou a presidente do sistema Acafe, Luciane Ceretta.

Uma plataforma vai centralizar os dados de todos os diagnósticos em transtorno do espectro autista. A ideia é ter informações sobre os perfis das pessoas, organizações dos serviços de saúde e entidades no estado para atendimento dessa população.

Apenas profissionais cadastrados vão poder incluir dados na plataforma. São eles aqueles que trabalham no serviço de saúde público ou privado, nas entidades especializadas em atendimento a pessoas no espectro autista ou nas escolas.

 

Fonte G1/SC

Grupo de Notícias