Santa Catarina já ocupa a terceira posição entre os estados que mais vendem para o setor de defesa no país. O dado foi apresentado pela FIESC nesta quinta-feira (21), durante a abertura da SC Expo Defense 2026, em Florianópolis.
As vendas da indústria catarinense ao segmento somaram R$ 211,8 milhões em 2025, um avanço de 178% em relação aos R$ 76,1 milhões registrados em 2024.
Indústria catarinense ganha espaço
Segundo a FIESC, Santa Catarina aparece atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O presidente da federação, Gilberto Seleme, afirmou que o estado tem capacidade para ampliar ainda mais sua participação nas cadeias de suprimentos nacionais e internacionais da defesa.
Ele destacou exemplos de empresas catarinenses que já atuam em áreas estratégicas, como fornecimento de peças para as Fragatas Tamandaré, produção de satélites, componentes para foguetes e itens têxteis voltados ao setor.
Tecnologia avança no setor
Embora as vendas ainda estejam concentradas em segmentos como têxtil, confecção, couro e calçados, a área de tecnologia vem ganhando espaço. O setor de tecnologia da informação e comunicação já representa 5,6% das vendas catarinenses para a defesa, acima da média nacional, de 4%.
A participação da TIC quase triplicou desde 2022, impulsionada por áreas como cibersegurança, drones e comunicação segura. Para a FIESC, esse avanço mostra que a indústria catarinense está cada vez mais preparada para oferecer soluções de maior valor agregado.
Parcerias e novos investimentos
Durante a abertura, a Fapesc lançou um novo edital com R$ 6 milhões para projetos ligados à soberania e defesa nacionais. O recurso será destinado ao desenvolvimento de produtos, serviços e processos inovadores em empresas catarinenses.
Também foram assinados protocolos de intenção para fortalecer um ecossistema de mobilidade aérea avançada no Sapiens Parque e para criar um polo de Defesa e Segurança em Itajaí, em parceria com o Sebrae/SC e a FIESC.
A SC Expo Defense segue até sexta-feira (22), reunindo representantes das Forças Armadas, órgãos públicos, polícias, universidades, startups e empresas do setor.
Por: Demais FM / Com informações de FIESC
