A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (20), por 14 votos a 12, a inclusão de uma emenda no novo Código Eleitoral que prevê a implementação do voto impresso no país.
A proposta, apresentada em junho pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), estabelece que a votação de cada eleitor só será concluída após a conferência entre o conteúdo exibido na urna eletrônica e o recibo impresso correspondente.
O tema é defendido por parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que há anos questiona, sem apresentar provas, a segurança do sistema eletrônico de votação. Atualmente, a auditoria do processo é realizada pela Justiça Eleitoral.
Como votaram os senadores
A favor da emenda: Alan Rick (União-AC), Carlos Portinho (PL-RJ), Dr. Hiran (PP-RR), Eduardo Girão (Novo-CE), Esperidião Amin (PP-SC), Jayme Campos (União-MT), Jorge Seif (PL-SC), Laércio Oliveira (PP-SE), Magno Malta (PL-ES), Margareth Buzetti (sem partido-MT), Plínio Valério (PSDB-AM), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Rogério Marinho (PL-RN) e Sérgio Moro (União-PR).
Contra a emenda: Angelo Coronel (PSD-BA), Augusta Brito (PT-CE), Eduardo Braga (MDB-AM), Eliziane Gama (PSD-MA), Fabiano Contarato (PT-ES), Fernando Farias (MDB-AL), Marcelo Castro (MDB-PI), Paulo Paim (PT-RS), Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Rogério Carvalho (PT-SE), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e Zenaide Maia (PSD-RN).
O texto aprovado não traz estimativas de impacto financeiro para a adoção da medida. Como se trata de uma alteração no Código Eleitoral, o projeto ainda precisa passar pelo crivo da maioria do plenário, composto por 81 senadores, antes de retornar à Câmara dos Deputados para revisão.
Caso receba aval do Congresso até 4 de outubro, a mudança poderá entrar em vigor já nas eleições de 2026.
Fonte: MSN Notícias / Estadão
