Levantamento encomendado pela NSC mostra Esperidião Amin numericamente à frente, mas cenário tem empates técnicos entre os principais candidatos; 55% dos eleitores afirmam que ainda podem mudar o voto até outubro
A primeira pesquisa Quaest contratada pela NSC para medir a corrida ao Senado por Santa Catarina em 2026 revela uma disputa aberta pelas duas vagas que estarão em jogo nas eleições de 4 de outubro. O senador Esperidião Amin (PP) aparece numericamente na liderança quando considerados os votos totais, com 19% das intenções, seguido por Carlos Bolsonaro (PL), com 16%, Carol De Toni (PL), com 12%, e Décio Lima (PT), com 9%.
Os números foram divulgados nesta segunda-feira (24) e ajudam a dimensionar uma das disputas mais importantes da eleição catarinense. Diferentemente da eleição para governador, cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes para o Senado, já que em 2026 serão renovadas duas das três cadeiras de Santa Catarina na Casa.
O levantamento mostra ainda que o cenário está longe de estar consolidado: 55% dos entrevistados afirmaram que ainda podem mudar o voto até a eleição, enquanto 45% dizem que a escolha já é definitiva.
Pesquisa estimulada – votos totais para o Senado
Na apresentação dos votos totais, a Quaest considera conjuntamente as menções feitas pelos entrevistados para a primeira e para a segunda vaga, ajustando os resultados para uma base de 100%.
| Candidato | Partido | Intenção de voto |
| Esperidião Amin | PP | 19% |
| Carlos Bolsonaro | PL | 16% |
| Carol De Toni | PL | 12% |
| Décio Lima | PT | 9% |
| Afrânio Boppré | PSOL | 2% |
| Lunelli | MDB | 2% |
| Túlio de Amorim Pfuetzenreiter | Missão | 1% |
| Ana Lúcia da Silveira Machado | UP | 1% |
| Joaninha de Oliveira | PSTU | 1% |
| Carol | PCO | 1% |
| Marlene Soccas | UP | 1% |
| Jeferson Rocha | PRD | 1% |
| Marcos Dorval | PSTU | 0% |
| Indecisos/não sabem/não responderam | — | 23% |
| Branco/nulo | — | 11% |
Apesar da liderança numérica de Amin, a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos exige cautela na interpretação das diferenças entre os candidatos. O levantamento aponta uma sucessão de situações de empate técnico entre nomes posicionados no primeiro pelotão da disputa.
Amin tem três pontos de vantagem numérica sobre Carlos Bolsonaro. Carlos, por sua vez, aparece quatro pontos à frente de Carol De Toni, enquanto a diferença entre De Toni e Décio Lima é de três pontos.
Primeiro voto: Amin e Carlos Bolsonaro aparecem praticamente lado a lado
Quando a Quaest separa a escolha dos entrevistados e considera apenas o primeiro voto para senador, Esperidião Amin registra 23%, enquanto Carlos Bolsonaro alcança 21%.
Carol De Toni aparece na terceira colocação, com 12%, seguida por Décio Lima, com 10%.
| Candidato | Partido | 1º voto |
| Esperidião Amin | PP | 23% |
| Carlos Bolsonaro | PL | 21% |
| Carol De Toni | PL | 12% |
| Décio Lima | PT | 10% |
| Afrânio Boppré | PSOL | 2% |
| Lunelli | MDB | 2% |
| Túlio de Amorim Pfuetzenreiter | Missão | 1% |
| Ana Lúcia da Silveira Machado | UP | 1% |
| Marlene Soccas | UP | 1% |
| Jeferson Rocha | PRD | 1% |
| Joaninha de Oliveira | PSTU | 0% |
| Carol | PCO | 0% |
| Marcos Dorval | PSTU | 0% |
| Indecisos/não sabem/não responderam | — | 17% |
| Branco/nulo | — | 9% |
Nesse recorte, Amin e Carlos Bolsonaro estão separados por apenas dois pontos percentuais, diferença inferior à margem de erro da pesquisa.
O dado também mostra que a definição do primeiro nome para o Senado está mais avançada do que a escolha da segunda vaga: 17% ainda não sabem ou não responderam em quem votar para o primeiro voto.
Segundo voto aumenta a indefinição
A incerteza cresce significativamente quando o eleitor é questionado sobre seu segundo voto para o Senado.
Amin novamente aparece numericamente na frente, com 15%. Carlos Bolsonaro e Carol De Toni registram 12% cada, enquanto Décio Lima alcança 7%.
| Candidato | Partido | 2º voto |
| Esperidião Amin | PP | 15% |
| Carlos Bolsonaro | PL | 12% |
| Carol De Toni | PL | 12% |
| Décio Lima | PT | 7% |
| Afrânio Boppré | PSOL | 3% |
| Lunelli | MDB | 2% |
| Túlio de Amorim Pfuetzenreiter | Missão | 1% |
| Ana Lúcia da Silveira Machado | UP | 1% |
| Marlene Soccas | UP | 1% |
| Jeferson Rocha | PRD | 1% |
| Joaninha de Oliveira | PSTU | 1% |
| Carol | PCO | 1% |
| Marcos Dorval | PSTU | 1% |
| Indecisos/não sabem/não responderam | — | 29% |
| Branco/nulo | — | 13% |
Aqui aparece um dos dados politicamente mais relevantes da pesquisa: 29% dos entrevistados ainda estão indecisos sobre o segundo voto. Outros 13% afirmam que pretendem votar em branco ou anular.
Somadas, essas duas parcelas representam 42% nesse recorte, evidenciando o tamanho do eleitorado ainda disponível para ser disputado pelas campanhas na reta final.
Carlos Bolsonaro e Carol De Toni aparecem rigorosamente empatados numericamente no segundo voto, ambos com 12%, enquanto Amin está apenas três pontos à frente dos dois.
Espontânea mostra eleitor ainda distante da definição para o Senado
O grau de indefinição fica ainda mais evidente na pesquisa espontânea, modalidade em que os entrevistadores não apresentam os nomes dos candidatos e perguntam em quem o eleitor pretende votar.
Nesse levantamento, nada menos que 84% dos catarinenses entrevistados não souberam citar espontaneamente um candidato ao Senado.
| Candidato/resposta | Pesquisa espontânea |
| Carol De Toni (PL) | 4% |
| Esperidião Amin (PP) | 4% |
| Carlos Bolsonaro (PL) | 3% |
| Afrânio Boppré (PSOL) | 1% |
| Décio Lima (PT) | 1% |
| Lunelli (MDB) | 1% |
| Outros | 1% |
| Indecisos | 84% |
| Branco/nulo/não vai votar | 1% |
Na espontânea, Carol De Toni e Esperidião Amin aparecem empatados numericamente em 4%, seguidos por Carlos Bolsonaro, com 3%. O resultado, entretanto, é dominado pelo índice de indecisos.
Os 84% que ainda não conseguem mencionar espontaneamente um nome indicam que a disputa pelo Senado possui, neste momento, nível de cristalização muito menor do que normalmente se observa em eleições majoritárias mais polarizadas.
55% admitem mudar o voto
Outro indicador reforça a volatilidade da eleição catarinense para o Senado.
| Situação da escolha | Percentual |
| Ainda pode mudar o voto | 55% |
| Escolha é definitiva | 45% |
Ou seja, mais da metade dos entrevistados não considera encerrada sua decisão. Esse contingente torna especialmente importantes as próximas semanas de campanha, quando entram em cena com maior intensidade a propaganda eleitoral, os debates, as agendas regionais e a exposição dos candidatos nos meios de comunicação.
Como foi feita a pesquisa
A Quaest realizou 804 entrevistas presenciais com eleitores de Santa Catarina de 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 23 de agosto de 2026.
A margem de erro máxima estimada é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%.
| Dados técnicos | Informação |
| Instituto | Quaest |
| Contratante | NSC |
| Número de entrevistados | 804 eleitores |
| Período das entrevistas | 20 a 23 de agosto de 2026 |
| Forma das entrevistas | Presencial |
| Público pesquisado | Eleitores de SC com 16 anos ou mais |
| Margem de erro | 3 pontos percentuais para mais ou para menos |
| Nível de confiança | 95% |
| Registro na Justiça Eleitoral/TSE | SC-00517/2026 |
| Data da divulgação | 24 de agosto de 2026 |
Embora muitas vezes seja chamado de “registro no TRE”, o levantamento consta no sistema da Justiça Eleitoral sob o protocolo SC-00517/2026.
Duas vagas tornam disputa mais complexa
A eleição de 2026 possui uma característica fundamental para a leitura dos números: Santa Catarina elegerá dois senadores.
Isso ocorre porque o Senado Federal possui 81 integrantes, três para cada estado e para o Distrito Federal, com mandatos de oito anos. A renovação acontece alternadamente: em uma eleição é escolhida uma cadeira e, quatro anos depois, duas.
Por isso, neste ano cada catarinense poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado.
Essa dinâmica também explica por que a Quaest apresenta os resultados de diferentes maneiras: primeiro voto, segundo voto e votos totais. O resultado agregado permite observar a força geral de cada candidatura, enquanto a separação ajuda a identificar quais nomes aparecem como primeira opção e quais possuem maior capacidade de conquistar a segunda escolha do eleitor.
Amin lidera numericamente, mas eleição permanece aberta
O retrato da Quaest coloca Esperidião Amin na posição numericamente mais confortável neste início da fase decisiva da campanha. O senador lidera os votos totais, aparece na frente no primeiro voto e também ocupa a primeira posição no segundo voto.
A vantagem, entretanto, não permite falar em duas vagas definidas.
Carlos Bolsonaro permanece próximo de Amin, especialmente no primeiro voto, enquanto Carol De Toni aparece competitiva e empata numericamente com Carlos no segundo voto. Décio Lima surge logo atrás do trio principal e ainda disputa espaço em um eleitorado marcado por elevado grau de indefinição.
Mais do que apontar vencedores antecipadamente, portanto, a pesquisa mostra uma corrida ainda móvel: 23% estão indecisos no resultado agregado, 29% não definiram o segundo voto e 55% afirmam que ainda podem mudar de candidato.
Com duas cadeiras em disputa e uma parcela expressiva do eleitorado ainda sem decisão consolidada, as próximas semanas passam a ser determinantes para saber se Amin conseguirá transformar a atual liderança numérica em vantagem efetiva nas urnas e quais candidatos conseguirão ocupar — ou disputar até o fim — a segunda vaga catarinense no Senado Federal.
Por Demais FM / Informações NSC
