As placas de veículos no Brasil podem passar por uma nova mudança em breve para retomar informações que foram retiradas com o padrão Mercosul. Um projeto de lei que prevê o retorno do nome da cidade e da sigla do estado nas identificações dos automóveis avançou na Câmara dos Deputados nesta semana. A proposta, que já foi aprovada pelo Senado, pretende alterar o Código de Trânsito Brasileiro para incluir dados que facilitem a identificação imediata da origem de cada veículo.
O que muda com a nova proposta
Pelo texto que avançou no Legislativo, as placas deverão voltar a exibir o nome do município de registro, a sigla do estado e a bandeira da unidade da federação. O modelo atual, adotado para unificar o padrão entre os países do Mercosul, prioriza uma sequência de letras e números, mas deixou de fora os dados geográficos que eram comuns nas placas cinzas antigas.
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Segurança e facilidade na fiscalização
O autor da proposta, o senador Esperidião Amin, defende que a mudança terá um impacto direto no trabalho das forças de segurança e dos órgãos de fiscalização. Segundo o parlamentar, a ausência dessas informações visíveis dificulta o trabalho da polícia em abordagens e na identificação de veículos envolvidos em crimes ou infrações. Atualmente, os agentes precisam consultar sistemas eletrônicos para saber de onde é o veículo, o que pode atrasar ações em situações de emergência.
Identidade regional e orgulho local
Além da questão de segurança, o projeto destaca o aspecto cultural. O relator na Câmara, deputado Hugo Leal, ressaltou que a medida ajuda a resgatar o senso de pertencimento e o orgulho local dos motoristas. Para ele, saber a origem do carro facilita a percepção da comunidade sobre veículos de outras regiões, reforçando a identidade de cada município e estado.
Próximos passos para virar lei
Apesar de ter passado pela Comissão de Viação e Transportes, o projeto ainda precisa percorrer um caminho antes de entrar em vigor. A proposta segue agora para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que presidente da República sem precisar passar por votação em plenário.
Por: Demais FM / Com informações do Portal ND Mais
