Uma professora do Centro de Educação Infantil Mário Edson de Aguiar, em Canoinhas, foi afastada das funções após a denúncia de que teria agredido um aluno de apenas três anos. A decisão foi tomada pela Secretaria Municipal de Educação depois que a mãe da criança expôs o caso nas redes sociais, relatando que encontrou marcas de beliscões no corpo do filho após ele retornar da escola.
Marcas de agressão e investigação
A mãe relatou que o menino chegou em casa com marcas no tórax na última sexta-feira. Segundo ela, a própria criança indicou que a professora teria sido a responsável pelos ferimentos. Um exame de corpo de delito foi realizado nesta semana para comprovar as lesões e auxiliar nas investigações conduzidas pelas autoridades competentes.
A denúncia ganhou repercussão após a publicação de fotos das marcas nas redes sociais. A família busca agora esclarecimentos sobre o que aconteceu dentro da sala de aula durante o período em que o menino estava sob os cuidados da instituição de ensino municipal.
Falha no sistema de monitoramento
Um ponto que gerou questionamentos foi a ausência de imagens do momento da suposta agressão. Embora a unidade escolar conte com sistema de monitoramento, a Secretaria de Educação confirmou que a câmera daquela sala específica não gravou o ocorrido. A prefeitura informou que já trabalha na melhoria e ampliação do videomonitoramento em todas as unidades da rede.
A administração municipal reforçou que o caso está sendo tratado com transparência. O objetivo é garantir que todas as salas de aula sejam ambientes seguros e que qualquer falha técnica seja corrigida para evitar que situações fiquem sem o devido registro visual.
Prefeitura afasta servidora preventivamente
A prefeita de Canoinhas, Zenilda Lemos, determinou o afastamento imediato da professora até que os fatos sejam totalmente esclarecidos. Além do processo administrativo interno, o Conselho Tutelar foi acionado e um boletim de ocorrência foi registrado para que a Polícia Civil investigue a conduta da profissional.
Em nota oficial, a prefeitura afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e que seguirá acompanhando o caso com a seriedade necessária. Este não é o primeiro registro de incidentes semelhantes na região, o que tem levado o município a intensificar protocolos de segurança e treinamentos para os profissionais da educação.
Por: Demais FM / Com informações de Jmais
