Ex-companheiro de chapa de Clezio José Fortunato, prefeito da cidade que também foi preso, Jaime de Souza saiu da prisão pouco tempo depois e decidiu tentar herdar o espólio político do ex-chefe do Executivo. A empreitada, por pouco, não deu certo.
Candidato pelo PL, Jaime disputou a eleição contra Rovâni, do PSD, e conquistou 49,69% dos votos (1.837). O vencedor levou o pleito com 50,31% (1.860). Para quem estampou as páginas policiais por algumas semanas e foi atingido em cheio pela investigação mais proeminente da história do Estado, o resultado não deixa de ser surpreendente.
Vices de outros prefeitos presos pela Mensageiro conseguiram se reeleger
Se para Jaime de Souza faltou pouco para a tentativa de voltar ao Executivo dar certo, outros dois vices de cidades atingidas pela Mensageiro conseguiram a reeleição. Ana Claudia Quege, de Três Barras e Jeferson Garcia, de Itapoá, vão comandar suas cidades pelos próximos quatro anos.
No caso de Três Barras, Ana Claudia assumiu o mandato após Luiz Shimoguiri ser preso pela operação em abril de 2023. Ele renunciou ao cargo meses depois, deixando o caminho livre para a vice assumir definitivamente o mandato.
Durante as enchentes que atingiram a região em outubro do ano passado, a nova prefeita ganhou projeção e, após mudar do Progressistas para o MDB, foi reeleita com 82,86% dos votos.
Já em Itapoá, Jeferson Garcia foi quem passou a comandar o município após a prisão do ex-prefeito da cidade em dezembro de 2022, na primeira fase da Mensageiro. Ele ficou no cargo até meados de agosto, quando o TSE caçou a chapa pela qual ele concorreu em 2020 e precisou deixar a cadeira.
Antes disso, porém, Garcia e o partido do ex-prefeito, o PL, já tinham rompido, e a disputa na cidade foi marcada pelo embate direto entre os ex-aliados. Jeferson levou a melhor e foi eleito com 52,30% dos votos, contra 41,17% de Tiago de Oliveira (PL).
Maioria dos partidos e ex-aliados de alvos da Mensageiro e da Et Pater Filium perdeu no Norte de SC
Enquanto em Três Barras e Itapoá houve vitória de ex-aliados de alvos da Mensageiro, o mesmo não ocorreu em cidades como Massaranduba, São João do Itaperiú, Guaramirim e Corupá. Situação parecida também em Bela Vista do Toldo e Canoinhas, onde a Et Pater Filium também prendeu prefeitos.
Nestes seis municípios, as chapas nas quais estiveram vice-prefeitos ou partidos de prefeitos presos perderam a eleição. Já em Schroeder, outra cisão curiosa: o MDB, partido de Felipe Voigt que foi detido na Mensageiro, se coligou à chapa vencedora de Jair Bridaroli. Já o ex-vice de Voigt, Lauro Tomczak, que tentava se reeleger na cadeira de prefeito, ficou em segundo lugar.
Nas cidades de Papanduva e Balneário Barra do Sul, os partidos dos prefeitos detidos pela Mensageiros não lançaram candidatos e nem se coligaram a nenhuma das chapas. Já em Barra Velha, Daniel Cunha venceu a disputa tendo o PL de Douglas Elias da Costa na coligação. Neste caso, o ex-prefeito foi detido pela Operação Travessia.
No caso de Major Vieira, Aline Ruthes se tornou a primeira mulher eleita prefeita na cidade com o PT na coligação, legenda da qual fazia parte o vice do ex-prefeito da cidade, do Patriota, que também foi detido pela Mensageiro.
Fonte/Ndmais
