Política

Prefeito de Bela Vista do Toldo enfrenta 3ª polêmica em menos de 15 dias.

Foto: Redes Sociais.

Os vereadores Gilvane Machado (Progressistas), Anselmo Woidella (Podemos) e Edilson Mielke (Republicanos) protocolaram um requerimento na sessão desta terça-feira (11), na Câmara de Vereadores de Bela Vista do Toldo, solicitando a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o prefeito Carlinhos Schiessl (MDB). O pedido se baseia em três episódios recentes que envolvem o chefe do Executivo municipal.

O primeiro caso, que ganhou repercussão nacional, ocorreu no dia 2 de março. Um policial militar flagrou um afilhado do prefeito dirigindo embriagado e aplicou uma multa. Durante a abordagem, o prefeito foi filmado tentando intimidar o policial, afirmando ser seu chefe e ameaçando retirá-lo da cidade.

O segundo episódio envolve uma servidora da prefeitura que, após gravar um vídeo criticando a compra de café por parte do gabinete do prefeito, teria sido convocada para uma reunião no gabinete e, segundo seu relato, intimidada por Schiessl.

Já a terceira situação envolve uma funcionária da Cidasc, que teria recebido um áudio do prefeito reclamando da operação de fiscalização realizada em um supermercado da cidade, onde foram encontradas carnes com validade vencida. No áudio, ele exige que a Cidasc esclareça que a ordem para a fiscalização não partiu dele.

O vereador Gilvane Machado leu o pedido de abertura da comissão durante a sessão desta terça-feira. No entanto, o presidente da Câmara, Osni Stelzner (MDB), alegou que o documento chegou apenas 15 minutos antes do início da sessão e, por isso, não foi incluído na pauta.

Stelzner afirmou a imprensa que o requerimento deve ser lido na próxima sessão, marcada para terça-feira (18). “Caberá ao plenário decidir se a comissão será aberta. Caso aprovado, os membros da comissão serão escolhidos por sorteio”, explicou.

De acordo com o regimento interno da Câmara, o presidente do Legislativo tem até 90 dias para colocar o requerimento em leitura. Se aprovado por maioria simples, uma comissão com três vereadores – presidente, relator e membro – será formada por sorteio e terá mais 90 dias para conduzir as investigações. Esse prazo pode ser prorrogado, caso o presidente da comissão julgue necessário.

Após a conclusão do relatório, se a recomendação for pela cassação do mandato, o parecer será submetido ao plenário e precisará do voto de dois terços da Câmara (seis vereadores) para ser aprovado. Caso o relatório recomende o arquivamento, a decisão também passará pelo plenário. Atualmente, o prefeito Carlinhos Schiessl conta com apoio de cinco vereadores na Casa.

Procurado pela imprensa, o prefeito não respondeu aos pedidos de entrevista.

Com informações do Jmais / D+News.

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