Geral

Prefeito de Bela Vista do Toldo é acusado de ameaça contra servidora pública

Prefeito Carlinhos Schiessl e a primeira dama Jane Kucarz Schiessl

Funcionária registrou boletim de ocorrência e relatou que “só faltou me bater” durante suposto surto do chefe do executivo.

Uma grave denúncia de ameaça e assédio moral foi registrada contra o prefeito de Bela Vista do Toldo, Alfredo Cezar Dreher. A acusação partiu de uma servidora pública municipal, que procurou a polícia para formalizar a queixa.

O caso teria ocorrido nas dependências da prefeitura e gerou grande repercussão na cidade, que faz parte da região do Planalto Norte de Santa Catarina. A identidade da funcionária está sendo preservada.

O relato da servidora

A situação se agravou quando o prefeito fez referência à uma mulher que seria sua comadre, insinuando que Helena estaria interferindo em sua atuação e levando informações distorcidas a outros gestores. Helena diz que se defendeu ao afirmar que tinha apenas tentado limitar o uso inadequado do transporte público por parte da comadre do prefeito.

O tom da conversa tornou-se cada vez mais tenso, com Schiessl, segundo Helena, demonstrando comportamentos agressivos ao bater na mesa e gritar que ela não tinha o direito de questionar o uso de veículos da prefeitura. A esposa do prefeito também teria participado da situação, debochando e humilhando Helena, segundo a denunciante.

“Eu jamais imaginei tamanha humilhação de quem deveria dar o exemplo de respeito e integridade”, desabafou Helena, que disse ter se sentido coagida e ameaçada durante toda a conversa. Após a intensa troca de acusações, ela decidiu pedir demissão, afirmando que não poderia continuar em um ambiente de trabalho tão hostil. O prefeito, ainda segundo o relato, teria expulsado Helena do gabinete, deixando-a sem opções.

Prefeitura se manifestou

O prefeito Carlinhos Schiessl (MDB) defendeu sua postura em conversa com o JMais, afirmando que não se deixaria intimidar por funcionários e que seu objetivo é atender bem à população. Ele mencionou que havia recebido reclamações sobre a conduta de Helena, que, segundo ele, não estava cumprindo suas obrigações corretamente. Schiessl negou as acusações de abuso e se disse apenas exercendo sua função de chefe.

“Quem não está contente que peça a conta. Vai acontecer com outros, não é funcionário que vai me intimidar. Meu objetivo é atender a população. Pessoas com cargos comissionados tem de dar mais exemplo ainda”, disse o prefeito, acrescentando que a reclamação sobre o uso de veículos para fins pessoais por sua comadre era uma questão séria, e que se Helena tivesse apresentado provas do mau uso do transporte público ele puniria a comadre sem titubear. Ele admitiu que seu tom de voz é alto, mas negou ter agredido ou ter agido de maneira violenta.

O prefeito disse ter recebido algumas reclamações relacionadas a Helena. “Diziam que ela estava com três ou quatro em uma sala dando risada e a pessoa ficava esperando na porta. Ela se metia no que não era chamada”, acrescentou, lembrando que a primeira-dama já foi no local e falou para Helena que quem continuasse “desagradando o povo” iria ganhar a conta.

“Pedi pra ela ir ao gabinete com outras duas pessoas do setor, perguntei se ela estava descontente com o trabalho. Ela foi logo dizendo que estava se sentindo incomodada pelo fato de a primeira-dama ter ido lá. A Jane (Genice) fez o correto. Quem não tá contente que peça a conta. Ela não gostou, se alterou e não me deixou falar. Batemos boca e ela pediu a conta”, resume o prefeito, acrescentando que pediu para ela se retirar. “Queria dar um alerta para ela, eu sou o chefe dela, sou o prefeito. Ela não me deixou falar, achando que só ela estava no direito de falar. Em nenhum momento ela admitiu que fez errado, mas eu não ia dar a conta, ela pediu. Aqui em Bela Vista do Toldo, funcionários estão muito cheios de mimimi. Não posso chamar a atenção, não posso cobrar horário, tudo que eu falar eles ficam tristes e se queixando”.

Um dos pontos que mais ofendeu Helena foi o prefeito ter se referido aos funcionários do setor dela de “quadrilha”. O prefeito disse que errou ao usar o termo e que não usou no sentido criminoso da palavra, mas sim, pelo fato de quatro pessoas trabalharem no setor.

Ele disse ainda que Helena já entrou em contato com ele e que a situação foi amenizada..

Por: Demais FM / Com informações do JMais

Grupo de Notícias