O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso preventivamente nesta terça-feira (19), em Brasília, durante a Operação Regalo. A ação foi deflagrada pelo Gaeco e pelo Geac, ligados ao Ministério Público de Santa Catarina.

Investigação apura contratos públicos
Segundo o MPSC, a operação investiga suspeitas de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro em contratos públicos de Balneário Piçarras e São João Batista.
As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo Geac de Itajaí. A apuração mira contratos ligados a obras e à urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras, além de outros contratos públicos nos dois municípios.
Suspeita de propina em contratos
De acordo com o Ministério Público, há indícios de atuação conjunta entre um núcleo político-administrativo e um núcleo empresarial. A suspeita é de pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos vinculados a Balneário Piçarras.
Ainda conforme o MPSC, somente em Balneário Piçarras os valores supostamente pagos em propina chegam a cerca de R$ 485,9 mil. O órgão também afirma haver sinais de continuidade das práticas investigadas, incluindo possível superfaturamento de obras públicas no Litoral Norte catarinense.

Prefeitura diz colaborar com a investigação
A pedido do MPSC, a Justiça determinou o sequestro de valores apontados como produto do pagamento de propinas. Os materiais apreendidos serão analisados para aprofundar a apuração e identificar outros possíveis envolvidos.
Em nota, a Prefeitura de Balneário Piçarras informou que presta total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação. O processo tramita sob sigilo judicial.
Por: Demais FM / Com informações de MPSC
