A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio das delegacias de Ibirama e José Boiteux, concluiu uma etapa crucial das investigações sobre a morte de um menino de apenas 2 anos. A autoridade policial confirmou o indiciamento formal da mãe biológica, de 21 anos, e do padrasto da vítima. O casal é acusado de crimes graves que chocaram a região do Vale Norte.
Crimes e indiciamento
Com base no conjunto de provas e depoimentos colhidos, ambos foram indiciados por homicídio qualificado, por motivo fútil, tortura e crime praticado contra menor de 14 anos, além de maus-tratos em continuidade delitiva.
A Polícia Civil ressaltou que, embora o indiciamento tenha sido realizado, diligências complementares seguem em curso para esclarecer todos os detalhes do crime. O processo tramita sob segredo de justiça para preservar a integridade das investigações.
Versão de acidente confrontada por laudos médicos
O caso teve início no dia 11 de junho, quando a criança deu entrada no Hospital Doutor Waldomiro Colautti, em Ibirama. Na ocasião, a mãe alegou que o filho teria sofrido uma queda acidental no banheiro enquanto estava sob os cuidados do padrasto.
Entretanto, a gravidade dos ferimentos rapidamente levantou suspeitas entre os profissionais de saúde. Os exames médicos revelaram um quadro clínico complicado: traumatismo cranioencefálico, fratura no osso occipital, lesões cerebrais extensas e diversos hematomas espalhados pelo corpo, além de alterações severas na função hepática. Para os especialistas, as lesões eram resultado de “ação contundente”, sendo incompatíveis com o relato de uma queda doméstica.
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Relembre a cronologia do caso
A trajetória da vítima em busca de socorro passou por três cidades. Após o atendimento inicial em Ibirama, o menino foi transferido para o Hospital Santo Antônio, em Blumenau, e, posteriormente, para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital Jaraguá, em Jaraguá do Sul.
Após resistir por oito dias em estado grave, a criança não suportou a gravidade das lesões e morreu na tarde de sexta-feira, 19 de junho. Foi a equipe médica de Jaraguá do Sul que, diante dos indícios claros de violência infantil, acionou as autoridades policiais para dar início à investigação criminal.
Prisões e desdobramentos
No dia 24 de junho, poucos dias após o óbito, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão e efetuou a prisão preventiva do casal. Desde então, os dois permanecem à disposição da Justiça.
As autoridades reforçam que o indiciamento é um passo fundamental para que o Ministério Público possa oferecer a denúncia e levar os suspeitos a julgamento. O caso segue sendo monitorado pela comunidade de José Boiteux, que aguarda por justiça.

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