Investigação aponta que um casal liderava um esquema criminoso e usava uma pessoa com deficiência para intermediar a venda de entorpecentes.
A Polícia Civil de Santa Catarina, através da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Mafra, deflagrou a operação “Elo Oculto” para aprofundar as investigações sobre um grupo que atua no tráfico de drogas no município. A ação é um desdobramento de investigações anteriores sobre indivíduos que, mesmo após ações policiais, continuaram com as atividades ilícitas.
Os principais alvos da operação são um homem e uma mulher, apontados como líderes de um núcleo organizado e estável. Eles são suspeitos de gerenciar pontos de venda de drogas, coordenar a ação de terceiros e ter ligação com uma organização criminosa.
Estratégia para despistar a polícia
Durante as investigações, a polícia descobriu que o casal utilizava outras pessoas para operacionalizar a venda das drogas, incluindo uma pessoa com deficiência. Essa pessoa seria usada como intermediária nas transações, com o objetivo de diminuir a exposição dos líderes do grupo e dificultar o trabalho policial.
A tática revela uma tentativa de blindar a estrutura criminosa e instrumentalizar uma pessoa em condição de vulnerabilidade para manter o esquema funcionando.
O objetivo da operação
A operação “Elo Oculto” busca cumprir medidas judiciais, reunir mais provas, identificar outros participantes e desarticular completamente o grupo investigado. O nome da ação faz referência às ligações dissimuladas entre os investigados e seus colaboradores, que permitiam a continuidade dos crimes mesmo após intervenções policiais anteriores.
Por: Demais FM / Com informações da Polícia Civil de Santa Catarina
