Segurança

Perseguição sem fim: homem é preso após ignorar medidas protetivas e usar até telefone do trabalho para intimidar ex-companheira em Mafra

Foto: Arquivo/Bruno Golembiewski

Investigação da Polícia Civil aponta dezenas de ligações e mensagens; vítima teria deixado a cidade por medo

Um homem de 38 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil de Santa Catarina, investigado por descumprir reiteradamente medidas protetivas de urgência e perseguir a ex-companheira, em Mafra, no Planalto Norte catarinense.

A prisão foi realizada pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Mafra. Segundo a investigação, mesmo após as determinações judiciais, o suspeito teria utilizado diferentes meios para tentar manter contato com a vítima.

Conforme as informações levantadas pela Polícia Civil, foram realizadas dezenas de ligações, além do envio de mensagens de texto e áudios por aplicativos e redes sociais. Em uma das situações investigadas, o homem teria utilizado até um telefone corporativo do local onde trabalhava para tentar intimidar a ex-companheira.

A persistência dos contatos teria provocado um cenário de medo e insegurança. Segundo a Polícia Civil, a vítima chegou a mudar de cidade por temer pela própria segurança.

Diante das provas reunidas durante o inquérito, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado. O pedido foi deferido pelo Poder Judiciário.

Preso no local de trabalho

O homem foi localizado e preso no próprio local de trabalho, no Centro de Mafra.

Após os procedimentos realizados na delegacia, ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Mafra, onde permanece à disposição da Justiça.

O delegado responsável pela investigação, Cassiano Tiburski, destacou a gravidade do descumprimento de medidas protetivas e a necessidade de interromper situações de violência contra a mulher.

“O descumprimento de medida protetiva é um crime grave que demonstra o desrespeito do agressor pelas decisões judiciais e a persistência na violência contra a mulher. A prisão preventiva neste caso foi essencial para garantir a integridade física e psicológica da vítima e para cessar o ciclo de violência”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil reforça a importância de que vítimas de violência doméstica procurem as autoridades e denunciem situações de ameaça, perseguição ou descumprimento de medidas protetivas.

Por Demais FM / informação Polícia Civil

Grupo de Notícias