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Pedalando além dos obstáculos: a história de superação de Keila

 

Pedalar com as mãos, através de uma bicicleta adaptada, é mais do que um hobby para Keila Kauane Cardoso Pereira. A handbike lhe proporciona liberdade, mobilidade e um novo propósito de vida. Hoje, ela desafia os próprios limites, inspirando outras pessoas com sua determinação e coragem. Quando não está com sua bicicleta adaptada, Keila precisa da cadeira-de-rodas para se locomover.

A são-bentense ficou paraplégica por conta de um acidente automobilístico em março de 2022. Keila fraturou a coluna, a clavícula e o fígado, o que culminou em 12 dias de internação no hospital de Jaraguá do Sul, sendo três dias na UTI.

A jovem foi apresentada ao mundo das handbikes por uma casualidade do destino. Enquanto estava andando de carro com o seu pai, avistou um morador local pedalando uma dessas bicicletas adaptadas. Ela parou conversar, se informou e depois conseguiu a sua primeira handbike, com a ajuda do projeto “Pedala Diferente”, mediante empréstimo e patrocínio da cooperativa de crédito Sicredi.

As primeiras “pedaladas” foram difíceis para a estudante, mas a cada tentativa ela ficava mais confiante, até adquirir prática e dominar a técnica necessária, afinal todos os comandos da são feitos com as mãos, desde o pedalar até a troca de marchas. Neste tempo, ela já conseguiu completar um pedal de 43 km por estradas interioranas, que exigem ainda mais força e garra.

Embora tenha enfrentado alguns contratempos, incluindo dois tombos, ela encara essas experiências como parte essencial de sua jornada de superação e crescimento pessoal. “Graças a handbike minha vida melhorou 100%. Tenho mais resistência e controle de tronco e isso ajuda bastante. Pedalar é muito bom”, afirma.

Agora, Keila quer conquistar mais um desafio: participar do Pedal da Ovelha de Campo Alegre. O evento reúne ciclistas de diversas cidades catarinenses para percorrer um trajeto de 25 km repleto de belas paisagens e belezas naturais. A inscrição, inclusive, já está confirmada. No final do ano, ela também quer integrar as corridas de rua, que geralmente contam com a participação do projeto “Pedala Diferente”.

 

Por A Gazeta

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