Segurança

Operação Convergência Nacional mobiliza forças de segurança em todo o país e em SC

Foto: MPSC/Divulgação

O Ministério Público de Santa Catarina, por meio da 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, deflagrou na manhã desta terça-feira (16) a 2ª fase da Operação Bow Tie. A ação teve apoio do GAECO, do GEFAC e da Polícia Penal, com cumprimento de mandados em Chapecó e Xanxerê, no Oeste catarinense.

Mandados foram cumpridos no Oeste catarinense

Ao todo, três mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e cumpridos contra suspeitos de integrar uma organização criminosa com atuação dentro e fora do sistema prisional.

Segundo a apuração, o grupo seria responsável por articular atividades ilícitas e também por repassar informações sigilosas ligadas ao cumprimento de ordens judiciais. O caso é tratado como desdobramento de investigações iniciadas na 5ª fase da Operação Sodalitas Finis – Casa de Pedra.

Investigação apura vazamento de informações

Um dos focos da nova fase é identificar a origem do vazamento de informações restritas e a forma como essas mensagens teriam circulado entre pessoas presas e integrantes da facção em liberdade. Para o Ministério Público, esse tipo de comunicação fortalece a estrutura criminosa e amplia o alcance do grupo.

Durante o cumprimento dos mandados, o Núcleo de Operações Táticas (NOT), da Polícia Penal, deu apoio às equipes. O material apreendido será encaminhado à Polícia Científica, que fará os exames periciais necessários para aprofundar a investigação.

Operação integra mobilização nacional

A Operação Bow Tie faz parte da Operação Convergência Nacional, uma ação coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), do Ministério Público brasileiro. A proposta é unir forças de segurança e Ministérios Públicos de diferentes estados no enfrentamento às facções criminosas.

De acordo com o Ministério Público, a investigação tramita em sigilo. Assim que os autos passarem a ter publicidade e os laudos forem concluídos, novas informações poderão ser divulgadas à imprensa.

Nome da operação remete ao ambiente prisional

O nome Bow Tie faz referência a um tipo de nó de gravata, conhecido como “nó Bow Tie”. No contexto carcerário, “gravata” é o termo usado por presos para se referir a advogados. A escolha do nome está ligada à apuração de crimes como tráfico de drogas, vazamento de dados e atuação de uma chamada “sintonia” entre presos e pessoas em liberdade.

No entendimento dos investigadores, essa rede de comunicação ajuda a manter a organização criminosa em funcionamento, permitindo a troca de informações entre os envolvidos e ampliando o risco à segurança pública.

Por: Demais FM / Com informações do Ministério Público de Santa Catarina

Foto: MPSC/Divulgação
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