Política

O preço do silêncio: Planalto Norte tem votos, mas perde força política

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O Planalto Norte catarinense vive um paradoxo político. Apesar de reunir eleitorado, relevância econômica e peso social, a região ainda tem baixa representatividade nos espaços de decisão. Por isso, acaba perdendo força na disputa por recursos e investimentos.

Falta de bancada enfraquece a disputa por verbas

Sem deputados com vínculo efetivo com a região, os municípios acabam com menos força na hora de disputar emendas parlamentares e obras estruturantes. Além disso, a dificuldade para articular apoio também afeta áreas como saúde, infraestrutura, segurança e educação.

Segundo a análise apresentada, um deputado estadual pode indicar cerca de R$ 20 milhões por ano em recursos. Já um deputado federal pode viabilizar entre R$ 35 milhões e R$ 40 milhões anuais. Portanto, os dois mandatos somados poderiam representar perto de R$ 60 milhões por ano para o Planalto Norte.

Votos que não viram representação

Com base nesses números, em quatro anos a ausência dessa representatividade pode significar perda superior a R$ 240 milhões. Em outras palavras, são recursos que poderiam ajudar hospitais, pavimentação, escolas, equipamentos públicos e projetos de maior impacto.

Além disso, os dados das eleições de 2022 chamam atenção. A região somou cerca de 20 mil votos em branco para deputado federal e 8.802 votos nulos. Assim, 28.802 votos deixaram de se transformar em representação política.

Por isso, a análise aponta que, sem unidade regional, o Planalto Norte segue com dificuldade para transformar seu peso eleitoral em força real de articulação. Enquanto outras regiões se organizam melhor, aqui a disputa por espaço continua desigual.

Por: Demais FM

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