Política

Nepotismo? Prefeita de Major Vieira nomeia marido para Secretaria de Finanças e gera discussões.

Foto: Divulgação

A prefeita de Major Vieira, Aline Ruthes (PSD), nomeou seu marido, Everson Spagnollo, para o cargo de Secretário Municipal de Finanças e Tributação. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira, 19, e gerou debates sobre possível nepotismo na administração municipal.

Segundo Aline, a nomeação se deve à necessidade de um profissional qualificado para resolver problemas financeiros enfrentados pela gestão. “Ele foi nomeado porque nos últimos quatro anos não tivemos certidão para fazer contratações. Precisamos de um profissional que entenda do assunto e faça as coisas acontecerem”, justificou a prefeita. Ela destacou ainda que Spagnollo tem experiência na área, tendo atuado por oito anos na Prefeitura e na Câmara de Vereadores de Monte Castelo, além de ter sido secretário na gestão do ex-prefeito Jean Carlos Medeiros (PSDB).

Discussão sobre nepotismo

A nomeação levantou questionamentos sobre a possível prática de nepotismo. A prefeita defendeu a decisão afirmando que Spagnollo é formado em Contabilidade e que o cargo não é de natureza política. “O problema seria se eu nomeasse ele como secretário de Finanças sendo formado em Pedagogia, por exemplo”, argumentou.

Histórico polêmico

A nomeação também trouxe à tona polêmicas anteriores envolvendo Spagnollo. No início de 2025, ele foi nomeado para a Secretaria de Finanças de Canoinhas pela prefeita Juliana Maciel Hoppe (PL), mas acabou exonerado um dia depois, após manifestações contrárias nas redes sociais. Na época, houve repercussão de um processo de 2001, em que ele foi investigado por possíveis desvios de recursos na Prefeitura de Abelardo Luz.

O Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina apontou irregularidades em saques na conta bancária do município, totalizando cerca de R$ 65 mil. Posteriormente, o valor foi devolvido por Spagnollo com juros e correção monetária. Em sua defesa, ele alegou que o processo está arquivado e prescrito e que nunca sofreu sanções que o impedissem de exercer funções na administração pública.

Repercussão e justificativas

Em janeiro, em nota, a prefeita de Canoinhas, Juliana Maciel Hoppe, justificou a exoneração de Spagnollo afirmando que, embora não houvesse restrições criminais em seu nome, decidiu afastá-lo para manter a transparência da gestão. “Minha gestão tem o compromisso de zelar pelos princípios éticos de honestidade, transparência e respeito à legislação vigente”, declarou.

Diante das polêmicas, a nomeação de Spagnollo em Major Vieira segue sendo discutida, especialmente em relação às questões legais e éticas da escolha de um familiar direto para um cargo estratégico dentro da administração municipal.

Por Demais FM.

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