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Família contesta atendimento após morte de ajudante de pedreiro

Foto: Rio Mafra Mix/Reprodução

Familia contesta atendimento na UPA de Mafra após morte de ajudante de pedreiro

Parentes de Maurício Kojikovski afirmam que ele recebeu alta mesmo com sinais de AVC; Secretaria de Saúde e UPA prometem apurar o caso

A família de Maurício Kojikovski, de 49 anos, contesta o atendimento prestado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mafra antes da morte do ajudante de pedreiro. Segundo os parentes, ele procurou a unidade com sintomas que depois evoluíram para um quadro grave.

Família relata alta sem exame

De acordo com a irmã, Mariléia Kojikovski, Maurício deu entrada na UPA no dia 24 de junho com dormência em uma das mãos, dor de cabeça, tontura e dificuldade para caminhar.

Além disso, ela contou que avisou à médica sobre o histórico de AVC na família. Mesmo assim, ouviu que a equipe trataria o caso primeiro como labirintite. Segundo o relato, Maurício recebeu medicação, ficou em observação e ainda apresentava dificuldade para andar.

Mariléia afirmou que a tomografia chegou a ser cogitada, mas dependia de vaga no hospital. Quando voltou à unidade, por volta das 19h30, disse que encontrou o irmão já com alta médica, sem o exame.

Quadro piorou após saída da unidade

Mesmo após a alta, Maurício continuou com dificuldade para caminhar. Depois, ao chegar à casa da mãe, ele piorou e passou a ter mais dificuldade para falar.

Diante da gravidade, o Corpo de Bombeiros foi acionado e levou o paciente ao hospital. Ele ficou internado na UTI por cerca de uma semana e morreu no dia 2 de julho.

A irmã disse que a família quer evitar que outras pessoas enfrentem a mesma situação. “Meu irmão não volta mais”, afirmou.

Secretaria e UPA falam em apuração

Em nota, a Secretaria de Saúde de Mafra informou que ainda não recebeu comunicação oficial sobre o caso. No entanto, disse que vai apurar internamente a conduta adotada no atendimento.

A UPA também lamentou a morte e afirmou que vai analisar o prontuário e os registros assistenciais para esclarecer os fatos. Por fim, as duas instituições disseram que não podem divulgar detalhes por causa do sigilo médico e da legislação vigente.

Por: Demais FM / Com informações de RioMafra Mix

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