O corpo da vendedora Lusiane Borges, de 27 anos, foi localizado no sábado (20) no rio Correntes, em Santa Cecília, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A vítima estava enrolada em cobertores com pedras amarradas, o que dificultou a localização.
A família agora busca justiça e pela condenação do suspeito. “Meu coração está sangrando e nunca mais vai cicatrizar. A Lusiane foi a melhor irmã que alguém poderia ter”, declarou a irmã, Juracy Borges.
Segundo a delegada Roxane Venturi, a Polícia Civil foi acionada após dois pescadores perceberem um volume suspeito no rio e chamarem as autoridades.
Ao desenrolar o cobertor, os agentes confirmaram que se tratava de uma mulher. O reconhecimento foi possível por meio das tatuagens que Lusiane possuía.
O local já havia sido alvo de buscas anteriores, mas o corpo só emergiu porque parte das pedras se desprendeu. “Ela estava enrolada, com um nó no cobertor, preso a algumas pedras, por isso o corpo permaneceu submerso”, explicou a delegada.
Suspeito e investigação
O marido de Lusiane está preso temporariamente, mas nega as acusações. Em depoimento, ele chegou a afirmar que “nenhum corpo seria encontrado”. O inquérito deve ser concluído até o fim do mês e vai apurar a causa exata da morte, além de verificar se a vítima apresentava marcas de violência.
Dor da família
A irmã da jovem contou que a família precisou ir até Caçador buscar o corpo, que passou por perícia. “É o dia mais difícil da minha vida”, desabafou.
Juracy afirma que a notícia da localização trouxe vários sentimentos. “Deus ouviu nossa oração e trouxe ela para casa”, disse. Em meio à dor, ela descreveu Lusiane como uma pessoa alegre, criativa, reservada e muito amada: “Ela é a pessoa que eu mais amei na minha vida. Eu quero minha Lusiane de volta.”
Segundo Juracy, as duas tinham uma forte ligação e almoçavam juntas todos os dias. “Ela precisava de alguém que cuidasse dela, pois aquele monstro não cuidava”, completou.
Por/Ndmais
