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Maio Laranja: Em Rio do Oeste, passeata marca o combate ao abuso e à exploração sexual infantil

Fotos: MPSC/Divulgação

Mais de 100 estudantes das redes estadual e municipal de ensino participaram da passeata em alusão ao Maio Laranja em Rio do Oeste. Além dos alunos e do MPSC, a mobilização contou com Conselheiros Tutelares, integrantes da segurança pública e equipes de saúde, assistência social e educação do município.

As ruas de Rio do Oeste, no Alto Vale do Itajaí, ganharam um colorido especial nesta terça-feira (28/5). Mais de 100 alunos das redes estadual e municipal de ensino deixaram a sala de aula por uma boa causa. Com faixas e balões amarelos e laranja, eles chamavam a atenção da sociedade sobre o abuso e a exploração sexual infantojuvenil – temas de destaque do Maio Laranja, dedicado a intensificar ações de combate a esses crimes. A passeata contou com a presença da Promotora de Justiça Lanna Gabriela Bruning Simoni, além de toda a rede de proteção do município, da qual o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) faz parte.

“Crianças brincam. Não são brinquedos. Abuso sexual é crime. Denuncie!”, enfatizava uma das faixas da mobilização. A ação ganhou  a rua Sete de Setembro e se estendeu até a praça Vitório Lenzi, a principal da cidade. No percurso, os estudantes dos ensinos fundamental e médio e os pequenos da educação infantil, além de toda a rede de proteção, demonstravam à comunidade que é preciso o envolvimento de todos para reverter as estatísticas do abuso e da exploração sexual infantojuvenil.

Foi uma ação educativa e pedagógica. Panfletos distribuídos na passeata mostravam os dados alarmantes desse tipo de violência. Os números do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDGC) apontam¿que, somente no Carnaval de 2024, o canal de denúncia “Disque 100” registrou 73 mil violações de direitos humanos no Brasil. Desse total, a maior parte dos casos envolve suspeitas de crimes contra crianças e adolescentes: foram mais 26 mil ocorrências. Comparando os dados referentes ao período de 16 a 22 de fevereiro de 2023 ao mesmo período de 2024, houve um aumento de 30% no número de violações contra o público infantojuvenil. As idades mais atingidas pelas violações foram 7, 10 e 5 anos, e a maior parte desses casos ocorrem na casa onde residem a vítima e o suspeito, demonstram os dados do MDHC.

O envolvimento da rede de proteção e de toda a sociedade é fundamental para lutar contra o abuso e a violência infantojuvenil e expor os riscos a que crianças e adolescentes estão submetidos. “O objetivo desse evento foi aprimorar o diálogo com as crianças e adolescentes, de modo a acolhê-los e a demonstrar que eventuais monitoramentos pelos pais e pelos professores devem ser considerados como um ato de amor para a prevenção de eventuais delitos sexuais”, ressalta a Promotora de Justiça Lanna Gabriela Bruning Simoni.

Maio Laranja 

O Maio Laranja surgiu a partir de um caso brutal ocorrido em 18 de maio de 1973 em Vitória, no Espírito Santo. Na época, uma menina de 8 anos chamada Araceli foi sequestrada, sofreu violência sexual, foi drogada e assassinada. Os três réus acusados foram absolvidos em 1991.

Diante do caso, entidades de proteção e sociedade civil mobilizam indignação. Isso fomentou a criação do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi sugerida para 18 de maio, dia do assassinato de Araceli, tornando-se oficial no ano 2000, com a aprovação da Lei Federal n. 9.970.

“A culpa não é sua” 

No mês alusivo ao combate ao abuso sexual, o MPSC promove a campanha “A culpa não é sua”. A campanha incentiva a denúncia de práticas abusivas e engloba diversas ações digitais ao longo do mês de maio nos canais de comunicação da instituição.

Momento MP ressalta o Maio Laranja 

O podcast Momento MP traz temas relevantes para a sociedade e nos quais o Ministério Público catarinense atua. Esta semana o assunto foi o Maio Laranja, mês de conscientização sobre o combate ao abuso e à exploração sexual infantil. A Promotora de Justiça Lanna Grabriela Bruning Simoni, da Comarca de Rio do Oeste, foi uma das convidadas do programa, mediado pela jornalista Marcela Rosa.

Ela dividiu a mesa de debates para falar sobre o tema com o Coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação do MPSC, Promotor de Justiça Eder Cristiano Viana, e o Coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal e da Segurança Pública, Promotor de Justiça Alessandro Argenta. De forma remota, também participou o doutor em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo e pesquisador associado do Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás Raphael Moura Cardoso.

Acesse o podcast Momento MP e saiba mais sobre esse assunto de relevância à sociedade. Entre no link: https://youtu.be/8DgT1ySJL-k?si=ZuGVkSuKwY01gCCS.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social 
Correspondente Regional em Blumenau
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