Em setembro, Mafra vai comemorar 105 anos de história e, para marcar a data, a cidade vai realizar o Mafra Fest, um evento que já é tradição. A organização da festa já começou, e para garantir que tudo saia como planejado, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu um procedimento administrativo para acompanhar de perto todos os detalhes da realização do evento.
Essa ação do MPSC começou depois de uma reunião, no dia 21 de junho, entre a 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mafra, a Prefeitura, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Eles discutiram as primeiras medidas para garantir a segurança durante a festa, tentando evitar problemas que já aconteceram em anos anteriores. Entre as preocupações estão o controle das ruas que serão fechadas, para que isso não atrapalhe o acesso ao hospital, e a emissão dos alvarás pelos Bombeiros e pela Polícia Militar, além do horário de duração da festa e, claro, a segurança de todos.
Na reunião, ficou decidido que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros farão inspeções antes do evento para garantir que tudo esteja seguro. Também foi estabelecido um horário para o fim da festa, e a empresa que ganhar a licitação vai ser responsável pela segurança, banheiros e pela credencial dos vendedores ambulantes. Eles também discutiram medidas para prevenir incêndios, brigas e acidentes no rio que corta a cidade.
Esta foi a segunda reunião organizada pelo MPSC sobre a festa. Na primeira, o Promotor de Justiça Dirceu Alves Rodrigues Filho explicou a importância de pedir os alvarás de segurança com antecedência, pois eles demoram para ser expedidos. O Tenente-Coronel Silvano Sasinski, do 38º Batalhão de Polícia Militar, comentou que “o problema na última festa foi porque a vistoria foi marcada três dias antes do evento, e as estruturas nem estavam montadas. Algumas ações da PM precisam ser feitas com antecedência”.
Outros temas discutidos e que fazem parte do procedimento administrativo do MPSC foram a prevenção de incêndios, possíveis rotas de fuga, segurança privada, venda de bebidas alcoólicas e os cuidados com a proximidade do rio, que já causou acidentes em 2019.
O Promotor de Justiça Dirceu Alves Rodrigues Filho explicou que “esse acompanhamento do Ministério Público é necessário para afastar qualquer risco à segurança do evento, ou pelo menos, minimizar. Por meio desse procedimento, as comunicações necessárias entre os órgãos públicos responsáveis pela realização do evento serão feitas formalmente, permitindo ao Ministério Público monitorar o andamento do cronograma da festa e, principalmente, os alvarás que precisam ser emitidos.”
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC – Correspondente regional em Joinville
