O julgamento de Maico Rodrigues, acusado de assassinar a ex-companheira Sharlene Silveira, natural de Ibirama (SC), está marcado para o dia 13 de agosto de 2025, às 9h, na 2ª Vara Criminal da comarca de São José, na Grande Florianópolis. Ele responderá por homicídio triplamente qualificado, incluindo a qualificadora de feminicídio, durante sessão de júri popular.
O crime aconteceu na madrugada de 4 de junho de 2023, apenas dois meses após o término do relacionamento entre os dois. Conforme a investigação da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de São José, o acusado não aceitava o fim da relação e já havia adotado um comportamento ameaçador, o que levou a vítima a solicitar medida protetiva.
Ataque ocorreu na casa de uma amiga, em São José
Na noite do crime, Sharlene estava na residência de uma amiga no bairro Potecas, em São José. Por volta das 3h50 da madrugada, ambas ouviram barulhos do lado de fora da casa. Ao verificar, a amiga flagrou Maico escondido atrás de um arbusto. Ele tentou atacá-la com uma faca, mas não conseguiu feri-la.
Na sequência, o acusado invadiu o imóvel e assassinou Sharlene em um dos quartos. Após o crime, fugiu do local.
Captura e acusação
A prisão preventiva foi solicitada no dia seguinte ao crime e concedida pela Justiça em 6 de junho de 2023. Maico foi localizado e preso na manhã do dia 7 de junho, após buscas que chegaram a mobilizar esforços em Caçador (SC), cidade onde ele nasceu.
O Ministério Público acusa Maico de homicídio triplamente qualificado pelos seguintes motivos:
Motivo fútil;
Uso de emboscada, sem chance de defesa à vítima;
Feminicídio, por se tratar de crime contra a mulher em contexto de violência doméstica.
Família clama por justiça e visibilidade ao caso
Sharlene deixou dois filhos pequenos, de apenas 1 e 3 anos. A família da vítima faz um apelo para que a sociedade acompanhe o julgamento e siga dando visibilidade ao caso, como forma de pressionar por justiça e contribuir no combate à impunidade nos crimes de violência contra a mulher.
