Itaiópolis ficou na posição 2.747 entre os 5.570 municípios brasileiros no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. O levantamento mede a qualidade de vida da população com base em indicadores sociais, ambientais e de oportunidades.
Índice mostra avanços e limitações
Entre os 295 municípios catarinenses, Itaiópolis ocupa a 232ª colocação. O índice geral foi de 60,62 pontos, em uma escala de 0 a 100. O resultado mostra desempenho positivo em áreas como moradia e acesso ao conhecimento básico, mas também expõe dificuldades importantes em setores como saneamento, saúde e educação superior.
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No pilar Necessidades Humanas Básicas, o município somou 74,43 pontos. Nesse grupo, o melhor desempenho apareceu em moradia, com 89,05 pontos, levando em conta itens como coleta de resíduos, iluminação elétrica e qualidade das habitações. Por outro lado, água e saneamento ficaram entre os principais desafios, com 62,38 pontos e a posição 3.677 no ranking nacional.
Saúde e educação superior puxam a nota para baixo
No eixo Fundamentos do Bem-Estar, Itaiópolis alcançou 63,49 pontos. O destaque positivo ficou com o acesso ao conhecimento básico, que chegou a 77,94 pontos, considerando desempenho escolar, evasão e IDEB. Em compensação, saúde e bem-estar marcaram 54,65 pontos, com influência de fatores como obesidade, doenças crônicas, mortalidade e suicídios.
Outro indicador que chamou atenção foi o acesso à educação superior. O município obteve 33,03 pontos nesse item, que leva em conta a presença de trabalhadores com ensino superior, o desempenho no Enem e a inserção educacional.
Oportunidades ainda são um desafio
No pilar Oportunidades, Itaiópolis registrou 43,93 pontos. O resultado mostra dificuldades em áreas ligadas a direitos individuais, inclusão social e acesso a serviços públicos.
Mesmo assim, o município apresentou índices considerados razoáveis em segurança pessoal e liberdade individual. Além disso, o PIB per capita chegou a R$ 61,3 mil, o que colocou Itaiópolis na 833ª posição nacional nesse quesito.
O IPS Brasil usa dados oficiais de várias bases nacionais e busca medir não apenas a economia, mas também a qualidade de vida real da população. Por isso, o estudo é visto como um instrumento importante para orientar políticas públicas e novos investimentos sociais.

O ranking regional e os piores desempenhos
Entre os municípios que compõem o Planalto Norte, a cidade de São Bento do Sul apresentou o melhor desempenho regional, ocupando a 251ª posição nacional, com o índice de 67,51 pontos. Na sequência regional aparecem Rio Negrinho, na 581ª colocação com 65,99 pontos, e Campo Alegre, no 764º lugar, registrando 65,32 pontos. Embora estejam significativamente à frente dos demais municípios da região, esses resultados ainda permanecem distantes das cidades brasileiras que ostentam os melhores índices de qualidade de vida do país.
A situação se torna ainda mais delicada e crítica no restante do Planalto Norte. O município de Canoinhas aparece na 1.087ª posição nacional com 64,39 pontos, seguido por Mafra no 1.518º lugar com 63,31 pontos. A base do ranking concentra os desempenhos mais alarmantes da região, com destaque negativo para as cidades de Major Vieira, na 3.734ª posição com 58,56 pontos, Papanduva, na 4.147ª com 57,58 pontos, e Monte Castelo, na 4.101ª com 57,72 pontos. O mesmo alerta gravíssimo recai sobre Santa Terezinha, que ocupou a 4.104ª colocação nacional com 57,71 pontos. Todas essas cidades citadas no final da lista figuram entre os municípios com os piores resultados consolidados do estado de Santa Catarina e também de todo o país.














Por: Demais FM
