Khalil Al-Hayya, integrante da alta cúpula do Hamas e negociador-chefe do grupo, anunciou nesta quinta-feira (9) o fim da guerra com Israel. Segundo ele, os Estados Unidos e mediadores árabes garantiram que o cessar-fogo será permanente. Al-Hayya sobreviveu em setembro a um ataque de Israel contra alvos do Hamas no Catar.
O acordo de paz
O anúncio oficial do tratado foi feito na quarta-feira (8) pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O plano prevê a libertação de reféns em troca da soltura de prisioneiros palestinos, além da retirada gradual de tropas israelenses da Faixa de Gaza.
Segundo o governo israelense, o cessar-fogo começará até 24 horas após a ratificação do acordo, que ainda precisa ser aprovado formalmente pelos ministros de Israel.
Reféns e corpos desaparecidos
Israel afirma que o Hamas ainda mantém 48 reféns vivos ou mortos. A estimativa é que apenas 20 estejam em vida. Um dos pontos mais delicados do acordo é a devolução dos corpos de vítimas que morreram em cativeiro. O grupo admite não saber o paradeiro de alguns deles e pediu mais tempo para localizá-los.
A Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa internacional para ajudar na busca. O número de corpos desaparecidos não foi oficialmente confirmado.
Retirada de tropas e ajuda humanitária
Pelo plano, Israel vai reduzir sua ocupação em Gaza de 75% para 57% em um primeiro momento. Além disso, a Faixa de Gaza receberá mais caminhões com comida, água e medicamentos. O recuo militar será gradual, mas ainda prevê a permanência de parte das tropas no território palestino.
