Saúde

Hospital Regional Alto Vale registra superlotação e fica sem berços na maternidade

Foto: Hospital Regional

A Clínica Obstétrica do Hospital Regional Alto Vale, localizado em Rio do Sul, enfrentou uma situação de superlotação nos últimos dias, chegando ao ponto crítico de não ter berços disponíveis para todos os recém-nascidos. A unidade operou acima de sua capacidade máxima devido a um aumento significativo no número de partos, o que, segundo a direção, quase levou o setor a um colapso.

Aumento no número de partos

De acordo com o médico Marcelo Gambetta, o volume de atendimentos cresceu de forma expressiva em 2026. Em janeiro, o aumento no número de partos foi de 30% em comparação com o ano anterior, e em fevereiro, o crescimento foi de 23% em relação a 2025.

As principais hipóteses para essa sobrecarga estão relacionadas ao fechamento das maternidades nos municípios de Taió e Presidente Getúlio. Além disso, problemas crônicos na escala de atendimento do hospital de Ibirama também contribuem para o cenário, direcionando mais pacientes para Rio do Sul.

Situação crítica na última semana

Os dias mais intensos foram a última quinta e sexta-feira, quando ocorreram 29 nascimentos em apenas 48 horas. Esse número representa um aumento de quase 100% em comparação com o mesmo período do ano passado e equivale à capacidade total de leitos da maternidade, que é de 29.

Para evitar a interrupção dos serviços, gestantes precisaram ser acomodadas em outras alas do hospital, como a clínica privada e a pediatria. O maior desafio, segundo Gambetta, não foi a falta de profissionais, mas sim a falta de espaço físico e berços para os bebês.

Normalização e apelo futuro

A demanda diminuiu durante o fim de semana, permitindo que a situação fosse normalizada. Os procedimentos de cesáreas eletivas, que haviam sido suspensos, já foram retomados e a unidade opera agora em condições mais tranquilas.

A direção do hospital reforça que não há como ampliar o número de leitos de forma imediata e faz um apelo às autoridades regionais para que seja discutida uma melhor distribuição dos atendimentos obstétricos no Alto Vale, evitando que novos episódios de superlotação aconteçam.

Por: Demais FM / com informações do Hospital Regional de Rio do Sul

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