O Hospital Regional Alto Vale de Rio do Sul, realizou pela primeira vez uma cirurgia de transposição uterina, um procedimento raro no Brasil. A equipe conduziu a técnica com foco na preservação da fertilidade feminina, e o caso representa um avanço na ginecologia oncológica.
Procedimento protege órgãos reprodutivos
A cirurgia foi indicada para uma paciente que precisará fazer radioterapia por causa de uma doença maligna na pelve. Nesse tipo de tratamento, a radiação pode comprometer o útero, os ovários e as trompas. Por isso, a equipe optou pela transposição uterina.
O procedimento retira temporariamente esses órgãos e os posiciona acima da cicatriz umbilical, fora da área que receberá a radiação. Assim, a paciente segue com os órgãos protegidos durante o tratamento.
Retorno acontece após a radioterapia
Depois que a radioterapia termina, os médicos fazem uma nova cirurgia para recolocar o útero, os ovários e as trompas na posição original. Em geral, esse retorno ocorre cerca de 20 dias após o fim do tratamento.
Segundo a equipe, a cirurgia terminou com sucesso, e a paciente apresenta boa recuperação. Além disso, o caso reforça o compromisso do Hospital Regional Alto Vale com inovação, tecnologia e atendimento de alta complexidade.
