Saúde

Hospital de Rio Negrinho no Planalto Norte Catarinense tem 17 títulos protestados em cartório

 

Gestão atual alega desequilíbrio financeiro deixado pelo Santé, que se defende: “não deixamos pendências em cartórios, SPC ou Serasa e até a intervenção estava tudo certo”

▪Os últimos dias tem sido de muitos questionamentos com relação à nova administração da Fundação Hospitalar, que após decreto emitido pela prefeitura, em 31 de agosto desse 2023, passou a ser gerida pelo Instituto Maria Schmidt (IMAS), tendo Rafael Schroeder, Secretário Municipal de Saúde, como interventor.

▪Após recentes denúncias dos vereadores Piska e Kbelo, sobre problemas em cirurgias e atendimento bem como da demissão de um médico por WhatsApp, agora surgiu outra questão.

▪De acordo com informações recebidas e apuradas pela reportagem aqui do Nossas Notícias, a Fundação Hospitalar tem hoje (29), 17 títulos registrados no Tabelionato de Notas e Protestos do município.

▪As duplicatas  foram apresentados por diferentes empresas, fornecedoras da Fundação Hospitalar,  que tinham valores a receber com vencimentos entre 23 de outubro e 9 de novembro. No total, os valores somam R$ 31.792,07. Os protestos foram registrados no cartório neste novembro, em várias datas a partir do dia 8.

▪Dentre as empresas que ainda não receberam estão, por exemplo a Coposul Copos Plásticos do Sul Ltda., que cobra em registro R$ 1.829,67. Também a Sul Cirúrgica Material Hospitalar Ltda., que cobra o valor pendente de R$ 1.140,84.

▪Todos os detalhes dos títulos e valores foram consultados pela reportagem aqui do Nossas Notícias presencialmente no Tabelionato de Notas e Protestos e podem ser conferidos através do pedido de uma Certidão Positiva de Protesto (é necessário que o requerente apresente um documento de identificação, o CNPJ da Fundação Hospitalar e pague uma taxa de R$ 23,16).

Procuramos a direção do hospital

▪Entramos em contato com o IMAS através de sua assessoria de imprensa e também com o Secretário Rafael Schroeder, que informou que a referida equipe enviaria uma nota oficial em nome da Fundação Hospitalar.

O que diz o IMAS?

NOTA DE ESCLARECIMENTO:

O Instituto Maria Schmitt – IMAS – assumiu o contrato de gestão da Fundação Hospitalar Rio Negrinho há mais de 60 dias, no qual encontrou um cenário de desequilibrio financeiro deixado pela antiga gestão, não havendo, inclusive, nenhuma previsão de décimo terceiro salário, férias ou outro tipo de recurso neste sentido.

Devido a esse passivo da antiga administração, o IMAS está arcando com esses custos citados e mantendo os mesmos contratos.

Diante desse fato, o IMAS, que preza por uma gestão humanizada e de qualidade, priorizou o pagamento dos servidores, que são indispensáveis para continuar exercendo suas funções e realizando um trabalho de excelência, com o intuito de continuar dando a assistência de saúde tão necessária a população.

Para ajustar esse desequilíbrio financeiro, foram ampliados serviços de saúde, como a implantação dos procedimentos de alta complexidade, que é um marco nos 70 anos de história da unidade, para complementar a produtividade, algo que não havia sido feito na gestão anterior. Através dessas e outras ações, o Hospital arrecadará mais recursos e em breve irá equilibrar suas contas como uma boa gestão.

Importante ressaltar que a abordagem humanizada é o que diferencia o IMAS na administração de suas unidades. Por isso, a prioridade serão sempre as pessoas. Neste sentido, o Instituto Maria Schmitt está focado em cumprir com os compromissos financeiros para continuar o trabalho de gestão integrada de saúde com eficácia e resolutividade”.

O que diz o Santé ?

▪Procurado pela reportagem aqui do Nossas Notícias, o Instituto Santé destacou que enquanto era responsável pela gestão do hospital, não havia registros de títulos atrasados ou protestos, o que pode ser confirmado através de consultas em cartórios, SPC e Serasa.

▪O Instituto Santé informou ainda que a condição financeira que a Fundação Hospitalar enfrenta agora já era prevista e amplamente discutida com a diretoria da Fundação e dos gestores municipais.

“Era justamente por isso que propomos o reequilíbrio econômico e financeiro dos repasses para urgência e emergência e para a UTI, oportunidade na qual foram elencados inúmeros fatores que inviabilizavam financeiramente a manutenção da Unidade”, justificaram os representantes da empresa.

“Imaginamos que quando ocorreu a intervenção, o município entendia que havia condições de manter a UTI e a saúde financeira do hospital, o que não está sendo possível, pelo que agora mostram os fatos.

Ressalta-se que o papel do Santé era de assessoria administrativa, financeira e operacional, havendo órgão superior de membros do Conselho Curador como instância máxima de decisões. Foi exatamente esta diretoria que foi afastada com a intervenção”, finaliza o texto.

 

Por Nossas Notícias / Demais FM

 

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