O Hospital Bom Jesus, de Rio Negro, está passando por uma grave crise financeira, acumulando aproximadamente R$ 10 milhões em dívidas. Este é o cenário revelado pela recém-empossada diretoria do hospital, que divulgou os números em uma carta aberta nesta segunda-feira (24), assinada pelo presidente Carlos Schlichting.
Segundo o documento, as dívidas do hospital se dividem entre encargos trabalhistas, fornecedores, médicos, clínicas e ações cíveis e trabalhistas. A maior parte, R$ 2.911.722,33, corresponde a ações cíveis e trabalhistas, seguida por débitos com a Sanepar, totalizando R$ 2.843.286,25. Outros valores significativos incluem FGTS (R$ 964.924,10), INSS (R$ 906.376,68), Celesc (R$ 780.890,06), fornecedores (aproximadamente R$ 693.417,50) e médicos e clínicas (aproximadamente R$ 607.406,00).
A falta de certidões negativas fiscais impede o hospital de receber recursos essenciais dos governos federal, estadual e municipal. “Não temos as certidões em razão dos débitos mencionados e que nos impedem de receber diversos recursos,” diz a carta. Para obter as certidões, o hospital precisa de R$ 300 mil como contrapartida para parcelar os débitos.
A principal fonte de renda do hospital vem do auxílio financeiro da Prefeitura de Rio Negro, da Secretaria da Saúde, da Câmara de Vereadores e de doações de diversas entidades e particulares. Recentemente, a Unimed fez doações de equipamentos para o Centro Cirúrgico e está ajudando na reforma dos quartos e apartamentos.
Diante da situação crítica, a diretoria do hospital fez um apelo à comunidade. “Só nos resta pedir/suplicar ao povo e empresários riomafrenses, que nos ajudem com doações através do PIX 19.992.085/0001-60, de nossa Associação dos Voluntários do Hospital Bom Jesus, que acabamos de reativar,” concluiu a carta.
Segundo o RioMafra Mix, a ajuda da população é crucial para que o hospital recupere sua credibilidade e continue prestando serviços essenciais à comunidade.
