Segurança

Papanduva: homem é condenado a mais de 11 anos de prisão por abusar da própria sogra e ameaçá-la com facão

Um caso estarrecedor de abuso sexual abalou a cidade de Papanduva (SC). Um homem foi condenado a 11 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por obrigar a própria sogra a manter relações sexuais com ele durante vários meses. A decisão judicial também impôs ao réu o pagamento de R$ 25 mil em indenização por danos morais à vítima.

As investigações apontam que os abusos aconteceram entre outubro de 2015 e agosto de 2016, na residência da família. O condenado aproveitava os momentos em que a esposa — filha da vítima — estava ausente para ameaçar e constranger a sogra, obrigando-a a ceder sob intimidação e violência psicológica.

Em alguns episódios, o agressor chegou a usar armas brancas, como foices e facões, para garantir o silêncio e o controle da vítima, dizendo que ela “não poderia faltar com sua obrigação”.

Denúncia partiu de profissionais de saúde

A mulher, que já era atendida pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Papanduva, conseguiu relatar os abusos a profissionais de saúde. Sensibilizados com a gravidade da situação, eles acionaram imediatamente as autoridades policiais.

Durante o processo, ficou comprovado que a vítima vivia em constante medo, pois o homem a ameaçava, dizendo ter histórico criminal e que já havia sido preso anteriormente.

Provas e condenação

A 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Papanduva, do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), reuniu provas decisivas que sustentaram a denúncia. O Juízo da Vara Única considerou que os depoimentos da vítima, somados a evidências circunstanciais e testemunhos, foram suficientes para confirmar os crimes.

Apesar da condenação, o réu poderá recorrer em liberdade. O caso, no entanto, reforça a importância de denunciar situações de abuso e violência doméstica, especialmente quando envolvem pessoas em situação de vulnerabilidade.

Justiça dá resposta a um crime brutal

A sentença representa um passo importante na luta contra os crimes sexuais cometidos dentro das famílias, que muitas vezes permanecem escondidos por medo, vergonha ou dependência emocional.
A repercussão do caso em Papanduva também acendeu um alerta sobre a necessidade de acolhimento e proteção às vítimas, além do fortalecimento das redes de apoio psicológico e social.

Por Demais FM.

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