Denúncia do MPSC aponta exploração ilegal de madeira nativa, ameaças e uma série de crimes ambientais cometidos no Alto Vale do Itajaí
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou uma associação criminosa por promover a exploração ilegal de madeira nativa e cometer uma série de crimes ambientais. A ação, apresentada à Comarca de Rio do Campo, investiga fatos ocorridos entre 2017 e maio de 2025, com foco no município de Santa Terezinha.

Segundo a investigação, o grupo agia de forma organizada em uma grande área rural, sendo responsável por todo o ciclo da atividade ilegal. As ações incluíam a derrubada de árvores da Mata Atlântica, beneficiamento, transporte e venda da madeira, tudo sem autorização ambiental.
Esquema de desmatamento
As apurações apontam que o desmatamento atingiu dezenas de hectares, incluindo áreas de mata em estágio avançado de regeneração. Entre as espécies exploradas estavam árvores ameaçadas de extinção, como araucária, imbuia e cedro. Para viabilizar o esquema, os criminosos usavam tratores, serrarias móveis e abriam estradas clandestinas.

Ameaças e intimidação
Para garantir o controle da área e impedir a fiscalização, o grupo utilizava armas de fogo e práticas de intimidação. A denúncia relata ameaças, sabotagem de veículos e até disparos contra drones de monitoramento. Durante a operação, foram apreendidas armas, munições, madeira ilegal e animais silvestres em cativeiro.
Os investigados respondem por associação criminosa, desmatamento, posse ilegal de armas e obstrução da fiscalização. O MPSC pede uma reparação de R$ 1,5 milhão pelos danos ambientais. O processo corre em segredo de Justiça.

Por: Demais FM / Com informações de MPSC
