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Governo quer retomar intervenções na Barragem Norte, em José Boiteux

Foto: Demais FM

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, afirmou que o Estado aguarda uma decisão da Justiça Federal para retomar as intervenções na Barragem Norte, em José Boiteux. Segundo ele, caso a liberação ocorra, o governo poderá recorrer ao apoio das forças policiais para garantir a execução dos trabalhos.

Estado diz que já tem recursos e empresa contratada

Em publicação feita nesta semana, o governador afirmou que os protestos de um grupo de indígenas colocam em risco a operação da barragem, que tem papel importante no controle das cheias no Vale do Itajaí.

Ele disse ainda que o processo licitatório já foi concluído, os recursos estão disponíveis e a empresa responsável pela obra já foi contratada. As intervenções previstas envolvem recuperação e manutenção da estrutura.

Governo relembra ação de 2023

Jorginho Mello também citou os episódios registrados em 2023, quando autorizou uma operação com apoio das forças de segurança para permitir o funcionamento da barragem diante da previsão de chuvas fortes. Segundo ele, a medida evitou prejuízos ainda maiores a cidades como Blumenau.

O governador afirmou que, depois daquele episódio, o Estado buscou diálogo com as comunidades indígenas da Terra Indígena Laklãnõ. Disse também que, em 2025, participou de reuniões com lideranças e começou a cumprir um acordo firmado em 2015, que, segundo ele, não havia sido executado por gestões anteriores.

Entre as ações em andamento, o governo cita construção de moradias e implantação de equipamentos previstos nesse acordo.

Expectativa é por decisão ainda nesta semana

Ao comentar o impasse atual, o governador declarou que novas lideranças indígenas não estariam mantendo os entendimentos já firmados. Ele também mencionou a prisão do então cacique-geral, em 2026, durante uma investigação por tráfico de drogas.

Jorginho Mello disse esperar uma decisão da Justiça Federal ainda nesta semana para autorizar a continuidade das obras na Barragem Norte. Até o momento, não houve manifestação pública das atuais lideranças indígenas no mesmo contexto.

Por: Demais FM / Com informações da Rede Vale Norte

 

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